quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Diretoria do Sindicato apresenta reivindicações em reunião com representantes do Pampeano



   A Diretoria do Sindicato esteve reunida mais uma vez com a direção do Pampeano Alimentos, representada por Ruy Mendonça Júnior e Tasso Luís Centeno Pereira. O objetivo do encontro, realizado na última segunda-feira (5 de outubro) foi tratar e discutir a qualidade da alimentação servida aos trabalhadores do frigorífico servida tanto de dia quanto à noite.

   Os trabalhadores reivindicam maior diversidade de salada, maior porção e diversidade na carne oferecida para as refeições, além de muitas filas nas catracas no momento da saída do trabalhador. 

   A Diretoria solicitou ainda uma cobertura da saída da planta frigorífica até o local de embarque e desembarque do transporte, necessário especialmente nos dias chuvosos. Além disso, disso, a instalação de outra cobertura no espaço de deslocamento para a enfermaria e o SESMT. 

   Outra reclamação dos trabalhadores levada pelo Sindicato foi quanto ao trabalho aos sábados. O Acordo Coletivo prevê que as horas trabalhadas sejam remuneradas com o adicional de 75%. No entanto, em procedimento unilateral da empresa, foi registrado em alguns setores que as horas trabalhadas aos sábados estão sendo compensadas em bancos de horas, causando prejuízo financeiro aos trabalhadores. 

   Os representantes do Pampeano se comprometeram a buscar soluções para as demandas dos trabalhadores. No entanto a Diretoria cobrou soluções imediatas para a situação do refeitório, motivo de reclamações há muito tempo e que envolve um dos momentos mais importantes para o trabalhador, que é a hora da alimentação.


terça-feira, 15 de setembro de 2026

STIA Bagé volta a cobrar Seinfra por entupimento de bueiros na Avenida São Judas em frente ao ginásio poliesportivo


 

   
   No dia 1º de setembro o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região divulgou a situação de entupimento de bueiros na frente do seu ginásio poliesportivo, localizado na Avenida São Judas Tadeu, 853. A estrutura acabou invadida pela água após as fortes chuvas do início de agosto. A área acabou invadida pela água devido ao entupimento de bueiros na via. Entretanto, mesmo que o Sindicato tenha comunicado a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (Seinfra) e que uma equipe tenha ido até o local, até agora o problema não foi resolvido. 

   Como os bueiros estão entupidos, a água não acaba escoando e retorna para dentro da área do ginásio. O Sindicato chegou a alugar máquinas para verificar se o problema estava dentro do terreno do ginásio, mas o problema é na rua. No entanto, apesar de várias solicitações à Secretaria e após conversar com o secretário Edegar Franco, não houve solução. 

   "Entendemos que as chuvas fortes causaram problemas em várias regiões da cidade, como já havíamos dito. Só que é tempo demais. Em caso de chuva a água invade o espaço do ginásio. Aqui, além da quadra, temos salas onde são realizados cursos de capacitação e o espaço da churrasqueira, onde, por exemplo, realizamos assembleias e o trabalhador utiliza para confraternizações", explica Cabral. 

   Conforme o líder sindical, a justificativa inicial da Seinfra é que as equipes responsáveis por esse tipo de serviço estavam ocupadas. Depois, Cabral entrou em contato diretamente com Franco, mas as equipes não apareceram. Alguns dias depois, uma equipe da Seinfra foi até o ginásio, observou a situação e, até agora, não voltou mais.

   "Esperamos providências o quanto antes. O problema é na via pública, não na área do ginásio. O pior é que nos sentimos enrolados, porque ficaram de vir e demoraram. Só apareceram no dia 3 de setembro e depois ficamos esperando o retorno. Até quando vamos precisar aguardar?", questiona o presidente do STIA/Bagé.

domingo, 13 de setembro de 2026

STIA/Bagé destaca preocupação com número elevado de acidentes no Pampeano Alimentos





   O mês de agosto encerrou com um dado preocupante. Ao menos oito acidentes de trabalho foram registrados dentro da planta frigorífica do Pampeano Alimentos, unidade de Hulha Negra. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) comunicou o fato ao Ministério Público do Trabalho, já que os fatos ocorreram após a fiscalização da força-tarefa realizada na indústria, entre os dias 22 e 26 de junho.

   O presidente do STIA Bagé, Luiz Carlos Cabral Jorge, informa que as comunicações de acidente de trabalho (CATs) foram remetidas ao MPT, mas o Sindicato não teve acesso. 

   "Sabemos da importância da geração de empregos por parte do Pampeano. Temos uma relação de respeito com a empresa, embora muitas discordâncias. Mas, no momento em que oito trabalhadores correm risco de mutilações ou sequelas por conta de situações dentro do local de trabalho, precisamos denunciar e agir para evitar consequências ainda maiores", explica Cabral. 

   De acordo com o líder sindical, a planta da Marfrig Group registra afastamento de trabalhadores por conta de problemas na coluna, depressão e mutilação de membros - estes últimos casos que ocorreram no mês de agosto. 

   "Essa é uma preocupação dos trabalhadores, de suas famílias e do próprio Sindicato. Se, amanhã ou depois, a empresa demitir o trabalhador ou trabalhadora, como ficará a situação? Quem será responsável pelo acompanhamento e tratamento, já que as sequelas vão permanecer. E o empregado pode ter dificuldade em se recolocar no mercado", justifica Cabral. 

   O Sindicato reforça que está à disposição dos trabalhadores para orientações sobre os procedimentos a serem tomados. Cabral reforça que a empresa tem responsabilidade no acolhimento e assistência aos seus funcionários.  

terça-feira, 1 de setembro de 2026

STIA/Bagé cobra da Seinfra desentupimento de bueiros em frente ao ginásio da Alimentação







   A força das últimas chuvas causou diversos problemas na comunidade de Bagé. E para o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação não foi diferente. A área do ginásio poliesportivo do STIA/Bagé, na Avenida São Judas Tadeu, 853, acabou invadida pela água devido ao entupimento de bueiros na via. Entretanto, mesmo que o Sindicato tenha comunicado a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (Seinfra) há duas semanas, nenhuma equipe compareceu ao local para verificar e resolver a situação.

   Como os bueiros estão entupidos, a água não acaba escoando e retorna para dentro da área do ginásio. O presidente Luiz Carlos Cabral Jorge explica que o STIA fez sua parte ao buscar descobrir onde estava o problema. Até máquinas foram locadas para tentar desobstruir os bueiros, mas como o problema estava na rede pública, a solução foi contatar a Seinfra.

   Conforme o líder sindical, o problema vem desde a gestão municipal anterior, mas a situação não foi resolvida. 

   "Não é uma situação de agora, mas há duas semanas, com as últimas chuvas, estamos sofrendo com essa situação. Na semana passada falei com o secretário Edegar Franco, que ficou de vir aqui, esperei e ele não veio. Falei diretamente com ele ontem (segunda-feira), ele ficou de vir hoje, mas liguei para a Secretaria e disseram que ele não poderia vir porque estava em reunião com o prefeito e que nem poderia mandar uma equipe. Enquanto isso, nossa estrutura vai se deteriorando porque como não há vazão, a água retorna para o pátio do ginásio. Até agora nenhuma equipe veio aqui e tememos que, caso venha uma chuva mais forte, a estrutura fique com danos ainda maiores", ressalta Cabral. 

   Conforme o líder sindical, a justificativa da Seinfra é que as equipes responsáveis por esse tipo de serviço estão ocupadas, atendendo às demandas das últimas chuvas. Cabral entende que o excesso de precipitações prejudicou grande parte da comunidade, mas destaca que além do alagamento, outros problemas podem ocorrer na estrutura do ginásio - que é utilizado não apenas para a prática esportiva, mas também para a realização de outros eventos.

   "Esperamos providências o quanto antes. O Sindicato fez sua parte, mas o problema é na rua e aí a resolução compete ao poder público", enfatiza o presidente do STIA/Bagé.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Representantes do STIA/Bagé participam de seminário sobre assédio eleitoral em Pelotas





   O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região esteve presente na realização do I Seminário Intersindical "Trabalho e Democracia: Diálogos para Prevenção ao Assédio Eleitoral". O evento aconteceu nesta quarta-feira (26) em uma realização do Ministério Público do Trabalho na Casa do Trabalhador, em Pelotas.

   Participaram representando o Sindicato de Bagé o presidente, Luiz Carlos Cabral Jorge, o 1º secretário, Cláudio Gomes Gonçalves, o 2º secretário, Marcelo Marques Barbosa, e a diretora social Tanira Ramos Martins. 

   Entre os temas debatidos estão a resolução do Tribunal Superior Eleitoral 23.755, de março de 2026, que normatizou a situação e proíbe a propaganda eleitoral ou o assédio eleitoral no ambiente de trabalho público ou privado, responsabilizando quem der causa ou permitir a ocorrência desses fatos. O Seminário também teve debates sobre o enfrentamento ao assédio e a garantia da liberdade de voto e manifestação política.

   Os palestrantes foram a Procuradora do Trabalho e vice-coordenadora nacional da CONALIS (Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social), Cristina Gerhardt Benedetti, e o Procurador do Trabalho e coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública (Conap), Marco Aurélio Gomes Cordeiro da Cunha.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Força-tarefa identifica máquinas desprotegidas e acidentes de trabalho não reconhecidos no Pampeano Alimentos

 



Fotos: Divulgação MPT/RS

   O frigorífico Pampeano de Hulha Negra, do grupo MBRF, firmou Termo de Ajuste de Conduta (TAC) Emergencial com o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS), comprometendo-se a corrigir irregularidades encontradas em inspeção realizada entre 22 e 26 de junho. As melhores são referentes a segurança em máquinas, ergonomia, vestiários e notificação de acidentes de trabalho. O documento define prazos para as correções, que eliminam ou reduzem riscos críticos no ambiente de trabalho. Em caso de novas infrações, o frigorífico fica sujeito a multas.

   As irregularidades foram constatadas em operação da força-tarefa dos frigoríficos, com participação do MPT, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), dos Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CERESTs) Macrosul e Vales e da 3ª e 7ª Coordenadorias Regionais de Saúde. A atuação conjunta identificou irregularidades capazes de comprometer a integridade física, a saúde e a segurança dos trabalhadores. 

   O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA/Bagé) e a Federação Intermunicipal dos Empregados em Indústrias e Cooperativas de Alimentação do Rio Grande do Sul (FIEICA-RS) participaram da ação como convidadas, na figura do presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral Jorge. Também participaram os diretores do Sindicato Nei Freitas dos Santos e Murilo Barreto Madeira.

   O frigorífico tem atualmente 1.602 empregados e produz diariamente cerca de 200 mil unidades de produtos enlatados. A força-tarefa foi conduzida pelos procuradores do Trabalho Priscila Dibi Schvarcz e Alexandre Marin Ragagnin. Além das situações emergenciais constantes no TAC, demais irregularidades seguirão sob acompanhamento do MPT e dos órgãos participantes, com previsão de novas audiências para definição de medidas complementares.

Segurança em máquinas

   Entre os principais problemas identificados, destacam-se descumprimentos generalizados da Norma Regulamentadora (NR) nº 12. Foram constatadas máquinas com partes móveis e zonas de risco sem proteção adequada; ausência, falha ou inadequação de botões e linhas de parada de emergência; e inexistência de análises preliminares de risco e de laudos técnicos de adequação de parte do maquinário.

   O TAC prevê o levantamento e a classificação das máquinas conforme a gravidade e a exposição aos riscos, a elaboração de análises preliminares de risco e a emissão de laudos técnicos de adequação por profissionais legalmente habilitados. O ajuste também estabelece cronograma de adequações e comprovações periódicas das medidas executadas.

 A empresa assumiu ainda obrigações específicas para eliminar situações de risco em autoclaves, tombadores, esteiras, nórias, talhas e equipamentos de movimentação de materiais.

Outras irregularidades

   A força-tarefa constatou níveis elevados de ruído nos ambientes de trabalho, inclusive de gestantes, com fornecimento de EPIs insuficientes. Durante a semana de fiscalização, a empresa passou a fornecer, como medida imediata e emergencial, protetores auditivos do tipo concha, adequados ao ambiente.

   Foram constatadas, ainda, inadequações no sistema de refrigeração por amônia. Entre os problemas constatados estavam número insuficiente de sensores de detecção em relação à área refrigerada, vasos de pressão em operação sem inspeção inicial, ausência de sprinklers sobre grandes vasos, equipamentos de proteção para emergência armazenados em locais de difícil acesso e inexistência de ambiente adequado para os operadores do supervisório da sala de máquinas

   A inspeção identificou subnotificação de acidentes de trabalho, classificação equivocada de acidentes pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), ausência de análises adequadas sobre o nexo entre adoecimentos e condições de trabalho; retirada do prêmio-assiduidade em caso de faltas justificadas, inclusive com atestado médico; e vestiários inadequados termicamente e sem estrutura que desse privacidade aos trabalhadores durante a troca de uniformes.

   No TAC emergencial, a empresa também assume o compromisso de ampliar o sistema de detecção precoce de vazamentos de amônia, instalar sensores e alarmes em pontos críticos, treinar trabalhadores e brigadistas, elaborar Plano de Resposta a Emergências e realizar simulados periódicos. Também é prevista a instalação de chuveiros sobre os reservatórios de amônia e a construção de sala específica, climatizada e protegida contra ruído e risco químico, para os operadores do sistema de controle de máquinas.

   As demais situações identificadas na força-tarefa seguirão sob acompanhamento do MPT e dos órgãos participantes, com previsão de novas audiências para definição de medidas complementares voltadas à proteção da saúde, da segurança e da dignidade dos trabalhadores.