quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Fim da Escala 6X1: Avanço no Senado representa conquista histórica para a classe trabalhadora


Redução da jornada sem perda salarial e ampliação do descanso semanal representam avanços na luta por melhores condições de trabalho e qualidade de vida



A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 representa um importante avanço na luta histórica da classe trabalhadora brasileira pela redução da jornada de trabalho. A proposta estabelece a transição para uma escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado, com redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários.

Para o movimento sindical, a medida representa mais do que uma alteração na organização das jornadas. Trata-se do reconhecimento de que os trabalhadores têm direito ao descanso, à convivência familiar, ao lazer e à preservação da saúde física e mental.

Participação do STIA/Bagé



   Em abril de 2026, representantes do Sindicato participaram em Brasília de dois eventos sobre o tema. Um foi a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) e, ao final da programação, a realização da Marcha da Classe Trabalhadora. Representaram o Sindicato na oportunidade os diretores Cláudio Gomes Gonçalves, Alisson Roberto Viana Marinho, Daiana Chagas Freitas Vidart, Paulo Renato Rolim Gonçalves e Joseane Franco Silveira. Tudo isso visando à mobilização para que a proposta fosse votada no Senado. 

   Apesar de termos marcado presença e tratado do assunto com colegas dentro das fábricas, recebemos críticas. Até de que o Sindicato teria "ido passear" em Brasília e que a discussão "não daria em nada". Lamentamos que ainda existam trabalhadores com essa mentalidade, que visa tirar a credibilidade da atuação dos companheiros envolvidos com o movimento sindical.

   "Essa conquista é um marco para os trabalhadores. Foi necessária muita luta, que começou no início dos anos 2000, com a mobilização para a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais dentro dos frigoríficos. Até que, agora, toda a classe trabalhadora obteve êxito e a PEC avançou. Essa é a maior prova de que a união de esforços muda as coisas para melhor", ressalta o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral Jorge. 

Como vai ficar a partir de agora?

   A proposta prevê que, após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima seja reduzida inicialmente para 42 horas semanais, com direito a dois dias de descanso remunerado. Após 14 meses, o limite passará a ser de 40 horas semanais.

   A mudança também poderá beneficiar trabalhadores que já cumprem suas atividades de segunda a sexta-feira, mas precisam compensar as horas correspondentes ao sábado. Com a redução da jornada, essa compensação poderá ser eliminada ou diminuída.

A conquista nasce da mobilização

   A redução da jornada de trabalho é uma reivindicação histórica do movimento sindical brasileiro. Ao longo das décadas, a organização dos trabalhadores foi decisiva para conquistar direitos como férias remuneradas, 13º salário, descanso semanal e limites para a duração do trabalho.

   O avanço da proposta demonstra que a mobilização social continua sendo fundamental para enfrentar relações de trabalho marcadas por jornadas extensas, desgaste físico e mental e dificuldades para conciliar a atividade profissional com a vida pessoal.

   A defesa do fim da escala 6x1 também reafirma um princípio fundamental: os avanços tecnológicos, o aumento da produtividade e o desenvolvimento econômico precisam resultar em melhores condições de vida para quem produz a riqueza do país.

   Não é aceitável que o crescimento da economia esteja dissociado da valorização do trabalho e da garantia de condições dignas para os trabalhadores.

A luta vai continuar

   Apesar do avanço no Senado, a proposta ainda precisa cumprir as etapas legislativas necessárias para sua incorporação à Constituição Federal.

   O movimento sindical deverá permanecer mobilizado para assegurar que o texto definitivo preserve a redução da jornada sem perdas salariais e impeça que exceções ou mecanismos de flexibilização comprometam os direitos conquistados.

   A negociação coletiva continuará desempenhando papel importante na organização das jornadas, especialmente em atividades que exigem funcionamento contínuo. Entretanto, essas negociações devem garantir a proteção dos trabalhadores, respeitando suas condições de saúde, segurança e descanso.

   A aprovação da proposta representa uma vitória da mobilização popular e sindical, mas sua transformação em direito efetivo dependerá da continuidade da organização e da participação da classe trabalhadora.

   Reduzir a jornada sem reduzir salários é valorizar o trabalho, distribuir melhor os ganhos da produtividade e reconhecer que a vida dos trabalhadores não pode se resumir ao emprego.

   "A luta pelo fim da escala 6x1 é parte de uma reivindicação maior: construir relações de trabalho mais justas, com dignidade, direitos e qualidade de vida para todos", reitera Cabral.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Diretoria do Sindicato apresenta reivindicações em reunião com representantes do Pampeano



   A Diretoria do Sindicato esteve reunida mais uma vez com a direção do Pampeano Alimentos, representada por Ruy Mendonça Júnior e Tasso Luís Centeno Pereira. O objetivo do encontro, realizado na última segunda-feira (5 de outubro) foi tratar e discutir a qualidade da alimentação servida aos trabalhadores do frigorífico servida tanto de dia quanto à noite.

   Os trabalhadores reivindicam maior diversidade de salada, maior porção e diversidade na carne oferecida para as refeições, além de muitas filas nas catracas no momento da saída do trabalhador. 

   A Diretoria solicitou ainda uma cobertura da saída da planta frigorífica até o local de embarque e desembarque do transporte, necessário especialmente nos dias chuvosos. Além disso, disso, a instalação de outra cobertura no espaço de deslocamento para a enfermaria e o SESMT. 

   Outra reclamação dos trabalhadores levada pelo Sindicato foi quanto ao trabalho aos sábados. O Acordo Coletivo prevê que as horas trabalhadas sejam remuneradas com o adicional de 75%. No entanto, em procedimento unilateral da empresa, foi registrado em alguns setores que as horas trabalhadas aos sábados estão sendo compensadas em bancos de horas, causando prejuízo financeiro aos trabalhadores. 

   Os representantes do Pampeano se comprometeram a buscar soluções para as demandas dos trabalhadores. No entanto a Diretoria cobrou soluções imediatas para a situação do refeitório, motivo de reclamações há muito tempo e que envolve um dos momentos mais importantes para o trabalhador, que é a hora da alimentação.


terça-feira, 15 de setembro de 2026

STIA Bagé volta a cobrar Seinfra por entupimento de bueiros na Avenida São Judas em frente ao ginásio poliesportivo


 

   
   No dia 1º de setembro o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região divulgou a situação de entupimento de bueiros na frente do seu ginásio poliesportivo, localizado na Avenida São Judas Tadeu, 853. A estrutura acabou invadida pela água após as fortes chuvas do início de agosto. A área acabou invadida pela água devido ao entupimento de bueiros na via. Entretanto, mesmo que o Sindicato tenha comunicado a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (Seinfra) e que uma equipe tenha ido até o local, até agora o problema não foi resolvido. 

   Como os bueiros estão entupidos, a água não acaba escoando e retorna para dentro da área do ginásio. O Sindicato chegou a alugar máquinas para verificar se o problema estava dentro do terreno do ginásio, mas o problema é na rua. No entanto, apesar de várias solicitações à Secretaria e após conversar com o secretário Edegar Franco, não houve solução. 

   "Entendemos que as chuvas fortes causaram problemas em várias regiões da cidade, como já havíamos dito. Só que é tempo demais. Em caso de chuva a água invade o espaço do ginásio. Aqui, além da quadra, temos salas onde são realizados cursos de capacitação e o espaço da churrasqueira, onde, por exemplo, realizamos assembleias e o trabalhador utiliza para confraternizações", explica Cabral. 

   Conforme o líder sindical, a justificativa inicial da Seinfra é que as equipes responsáveis por esse tipo de serviço estavam ocupadas. Depois, Cabral entrou em contato diretamente com Franco, mas as equipes não apareceram. Alguns dias depois, uma equipe da Seinfra foi até o ginásio, observou a situação e, até agora, não voltou mais.

   "Esperamos providências o quanto antes. O problema é na via pública, não na área do ginásio. O pior é que nos sentimos enrolados, porque ficaram de vir e demoraram. Só apareceram no dia 3 de setembro e depois ficamos esperando o retorno. Até quando vamos precisar aguardar?", questiona o presidente do STIA/Bagé.

domingo, 13 de setembro de 2026

STIA/Bagé destaca preocupação com número elevado de acidentes no Pampeano Alimentos





   O mês de agosto encerrou com um dado preocupante. Ao menos oito acidentes de trabalho foram registrados dentro da planta frigorífica do Pampeano Alimentos, unidade de Hulha Negra. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) comunicou o fato ao Ministério Público do Trabalho, já que os fatos ocorreram após a fiscalização da força-tarefa realizada na indústria, entre os dias 22 e 26 de junho.

   O presidente do STIA Bagé, Luiz Carlos Cabral Jorge, informa que as comunicações de acidente de trabalho (CATs) foram remetidas ao MPT, mas o Sindicato não teve acesso. 

   "Sabemos da importância da geração de empregos por parte do Pampeano. Temos uma relação de respeito com a empresa, embora muitas discordâncias. Mas, no momento em que oito trabalhadores correm risco de mutilações ou sequelas por conta de situações dentro do local de trabalho, precisamos denunciar e agir para evitar consequências ainda maiores", explica Cabral. 

   De acordo com o líder sindical, a planta da Marfrig Group registra afastamento de trabalhadores por conta de problemas na coluna, depressão e mutilação de membros - estes últimos casos que ocorreram no mês de agosto. 

   "Essa é uma preocupação dos trabalhadores, de suas famílias e do próprio Sindicato. Se, amanhã ou depois, a empresa demitir o trabalhador ou trabalhadora, como ficará a situação? Quem será responsável pelo acompanhamento e tratamento, já que as sequelas vão permanecer. E o empregado pode ter dificuldade em se recolocar no mercado", justifica Cabral. 

   O Sindicato reforça que está à disposição dos trabalhadores para orientações sobre os procedimentos a serem tomados. Cabral reforça que a empresa tem responsabilidade no acolhimento e assistência aos seus funcionários.  

terça-feira, 1 de setembro de 2026

STIA/Bagé cobra da Seinfra desentupimento de bueiros em frente ao ginásio da Alimentação







   A força das últimas chuvas causou diversos problemas na comunidade de Bagé. E para o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação não foi diferente. A área do ginásio poliesportivo do STIA/Bagé, na Avenida São Judas Tadeu, 853, acabou invadida pela água devido ao entupimento de bueiros na via. Entretanto, mesmo que o Sindicato tenha comunicado a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (Seinfra) há duas semanas, nenhuma equipe compareceu ao local para verificar e resolver a situação.

   Como os bueiros estão entupidos, a água não acaba escoando e retorna para dentro da área do ginásio. O presidente Luiz Carlos Cabral Jorge explica que o STIA fez sua parte ao buscar descobrir onde estava o problema. Até máquinas foram locadas para tentar desobstruir os bueiros, mas como o problema estava na rede pública, a solução foi contatar a Seinfra.

   Conforme o líder sindical, o problema vem desde a gestão municipal anterior, mas a situação não foi resolvida. 

   "Não é uma situação de agora, mas há duas semanas, com as últimas chuvas, estamos sofrendo com essa situação. Na semana passada falei com o secretário Edegar Franco, que ficou de vir aqui, esperei e ele não veio. Falei diretamente com ele ontem (segunda-feira), ele ficou de vir hoje, mas liguei para a Secretaria e disseram que ele não poderia vir porque estava em reunião com o prefeito e que nem poderia mandar uma equipe. Enquanto isso, nossa estrutura vai se deteriorando porque como não há vazão, a água retorna para o pátio do ginásio. Até agora nenhuma equipe veio aqui e tememos que, caso venha uma chuva mais forte, a estrutura fique com danos ainda maiores", ressalta Cabral. 

   Conforme o líder sindical, a justificativa da Seinfra é que as equipes responsáveis por esse tipo de serviço estão ocupadas, atendendo às demandas das últimas chuvas. Cabral entende que o excesso de precipitações prejudicou grande parte da comunidade, mas destaca que além do alagamento, outros problemas podem ocorrer na estrutura do ginásio - que é utilizado não apenas para a prática esportiva, mas também para a realização de outros eventos.

   "Esperamos providências o quanto antes. O Sindicato fez sua parte, mas o problema é na rua e aí a resolução compete ao poder público", enfatiza o presidente do STIA/Bagé.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Representantes do STIA/Bagé participam de seminário sobre assédio eleitoral em Pelotas





   O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região esteve presente na realização do I Seminário Intersindical "Trabalho e Democracia: Diálogos para Prevenção ao Assédio Eleitoral". O evento aconteceu nesta quarta-feira (26) em uma realização do Ministério Público do Trabalho na Casa do Trabalhador, em Pelotas.

   Participaram representando o Sindicato de Bagé o presidente, Luiz Carlos Cabral Jorge, o 1º secretário, Cláudio Gomes Gonçalves, o 2º secretário, Marcelo Marques Barbosa, e a diretora social Tanira Ramos Martins. 

   Entre os temas debatidos estão a resolução do Tribunal Superior Eleitoral 23.755, de março de 2026, que normatizou a situação e proíbe a propaganda eleitoral ou o assédio eleitoral no ambiente de trabalho público ou privado, responsabilizando quem der causa ou permitir a ocorrência desses fatos. O Seminário também teve debates sobre o enfrentamento ao assédio e a garantia da liberdade de voto e manifestação política.

   Os palestrantes foram a Procuradora do Trabalho e vice-coordenadora nacional da CONALIS (Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social), Cristina Gerhardt Benedetti, e o Procurador do Trabalho e coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública (Conap), Marco Aurélio Gomes Cordeiro da Cunha.