terça-feira, 10 de março de 2026

Primeira reunião entre sindicatos de Bagé e São Gabriel com Minerva Foods termina sem acordo

 







   Nesta terça-feira (10) foi realizada a primeira reunião de negociação entre os sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Bagé e São Gabriel com a Minerva Foods, visando ao acordo coletivo de trabalho para os empregados das plantas frigoríficas nos dois municípios. O encontro ocorreu na sede social do STIA/Bagé. No entanto, a reunião terminou sem acordo. A data-base da categoria é 1º de fevereiro. 

   Além dos dirigentes sindicais de Bagé e São Gabriel, o diretor da Federação dos Empregados nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação do Rio Grande do Sul (FIEICA-RS) e secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), Marcos Rosse, coordenou as negociações. Representando a Fortunceres S.A., empresa do Grupo Minerva Foods, estiveram Nelson Claudino Rodrigues Junyor, Jucelaine Lemos Chaves Coitinho e Diego Lima Marques. 

   Durante a reunião, a empresa ofereceu como proposta final um reajuste salarial linear de 4,30% ( inflação oficial do período de fevereiro/2025 a janeiro 2026), um piso salarial no valor de R$ 1.970,33 e um vale-alimentação (Visa Vale) no valor de R$ 354,82, além do fim do adiantamento salarial. Os sindicatos rejeitaram a proposta e irão realizar novas reuniões para discutir uma contraproposta. 

   "Inicialmente a Minerva não queria nem oferecer a inflação do período. Depois de algum tempo, chegou a essa proposta, mas também rejeitamos. O único avanço que tivemos foi na manutenção da data base em 1º de fevereiro e a manutenção das demais cláusulas do acordo anterior, que foi aceito em comum acordo", explica o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral. "Mesmo assim, a proposta de reajuste salarial, do piso da categoria e do Visa Vale ficou abaixo do que os trabalhadores esperavam. Vamos nos reunir e, posteriormente, voltar a discutir esses itens com a empresa", complementa o líder sindical. 

   Uma nova rodada de negociações entre as partes foi agendado para o dia 31 de março, às 9h, desta vez em São Gabriel. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Segunda rodada de negociações entre STIA/Bagé e Marfrig apresenta avanços, mas reunião termina sem acordo

 





   Mais uma vez a rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) e a Marfrig Group, visando ao acordo coletivo de trabalho para empregados do Pampeano Alimentos, em Hulha Negra, terminou sem acordo. O segundo encontro entre as partes aconteceu na manhã desta segunda-feira (9), na subsede do Sindicato, em Hulha Negra. A data-base da categoria é 1º de fevereiro. 

   Apesar disso, conforme o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, ocorreram alguns avanços. A empresa não voltou a apresentar, na sua proposta, a retirada de cláusulas que são conquistas históricas dos trabalhadores - como os percentuais pagos por horas-extras, adicional noturno, tempo para troca de uniforme, além de itens como o transporte gratuito para os trabalhadores até a fábrica e a necessidade de validação de atestados médicos somente após passar pelo médico da empresa.

   Entretanto, no ponto-chave da negociação, que é o reajuste salarial, não houve avanços. A Marfrig ofereceu a reposição da inflação (4,30%), um pouco acima da primeira proposta, que foi de 4%. 

   "A empresa chegou à inflação pelo INPC, mas parou por aí. No entanto, houve avanços na manutenção das cláusulas do acordo anterior. Agora, ficou para a definição em uma nova oportunidade", reforça Cabral. A data para um novo encontro entre Sindicato e empresa, porém, não foi definida.

sexta-feira, 6 de março de 2026

STIA/Bagé confirma rodadas de negociação com Minerva Foods e Marfrig nos dias 9 e 10 de março

Foto da primeira reunião de negociação com Marfrig em 25 de fevereiro


   O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) confirmou a realização de duas rodadas de negociação visando ao acordo coletivo de trabalho para empregados da Minerva Foods (Bagé) e Marfrig Group (Pampeano Alimentos, em Hulha Negra). A segunda rodada de negociação visando ao acordo coletivo para trabalhadores do Pampeano será na segunda-feira, dia 9 de março, na subsede do Sindicato, em Hulha Negra.

   A reunião estava prevista para o dia 12, mas foi antecipada por acordo entre as partes. Na primeira rodada de negociações, ocorrida dia 25 de fevereiro, não houve acordo. A Marfrig ofereceu um reajuste salarial de 4% (quando a inflação do período de fevereiro/25 a janeiro/26) ficou em 4,30%. Além disso a empresa propôs alterações como diminuição do valor pago por horas-extras, do adicional noturno e do valor do pagamento do tempo para troca de uniforme, além de itens como a validação de atestados médicos somente após passar pelo médico da empresa. 

Minerva Foods

   Já a primeira reunião com a Minerva Foods está marcada para terça-feira (10), na sede do Sindicato em Bagé. A negociação será conduzida de forma conjunta com o sindicato de São Gabriel, que possui a mesma data-base. Em assembleia realizada no mês de dezembro, os trabalhadores da unidade de Bagé aprovaram um reajuste salarial com reposição integral da inflação, aumento real nos salários e manutenção das demais cláusulas já previstas no acordo em vigor. 

   "Serão dois dias bastante cansativos, mas o Sindicato já vai entrar nas negociações avisando que cláusulas conquistadas com muito trabalho e suor não serão alteradas. No caso da Marfrig a primeira proposta deixou os trabalhadores indignados. Agora, vamos ver o que a empresa poderá apresentar em avanços. No caso da Minerva Foods, eles já receberam a petição e informamos o que foi aprovado na assembleia. Esperamos que as negociações não demorem e possam evoluir para que o trabalhador receba seu reajuste o mais breve possível", enfatiza o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral. 

segunda-feira, 2 de março de 2026

70% das empresas alemãs acreditam que é mais produtivo trabalhar quatro dias por semana



   A semana de trabalho de quatro dias começou na Alemanha como um experimento para maximizar a produtividade das empresas sem deixar os funcionários exaustos e incapazes de conciliar trabalho e vida familiar. Dois anos após o início do projeto-piloto, os dados confirmam que, para as empresas participantes, não se tratava apenas de um teste; ele se materializou em uma mudança nas práticas de trabalho que muitas empresas decidiram tornar permanente.

   Agora, um relatório de acompanhamento, preparado por pesquisadores da Universidade de Münster em conjunto com a consultoria 4 Day Week Global, foi concluído. Ele analisa o que aconteceu desde o início do programa piloto em 2014 e quais foram seus efeitos subsequentes. A principal conclusão é que cerca de 70% das empresas que participaram do projeto-piloto continuam implementando alguma forma de redução da jornada de trabalho um ano depois.

Uma fórmula familiar e uma amostra diversificada

   O projeto original da semana de trabalho de quatro dias na Alemanha foi baseado no modelo 100-80-100: 100% do salário, 80% da jornada de trabalho e 100% da produtividade. Este modelo de redução da jornada de trabalho é o mesmo implementado em Valência em 2023, em Portugal e no Reino Unido.

   Na fase inicial, participaram 45 empresas de diversos setores, incluindo manufatura, seguros, tecnologia, mídia, varejo e educação. Além disso, para garantir a máxima representatividade do panorama industrial alemão, foram selecionadas empresas de diferentes portes: desde microempresas com 1 a 9 funcionários até grandes corporações com mais de 250 funcionários.

Os dados iniciais já forneciam indícios

   Os pesquisadores coletam dados das empresas participantes e seus funcionários desde o primeiro dia. Poucos meses após o início do projeto-piloto, as empresas estavam muito satisfeitas com os resultados, a ponto de, nas conclusões preliminares, 73% afirmarem que não retornariam à tradicional semana de trabalho de cinco dias. O novo relatório oferece a perspectiva que o tempo proporciona e revela se esse ímpeto inicial se consolidou.

   Dois anos após o início do projeto-piloto, sete em cada dez empresas participantes não apenas mantêm o modelo de semana de trabalho de quatro dias, como o integraram às suas operações regulares.

Mais do que apenas quatro dias: redução flexível da jornada de trabalho

   Uma das descobertas mais interessantes do acompanhamento é que o modelo de semana de trabalho de quatro dias evoluiu, com cada organização implementando-o e adaptando-o às suas necessidades. Nem todas as empresas optaram por uma semana de trabalho de segunda a quinta-feira.

   Cerca de 22% das empresas participantes adaptaram o esquema inicial para abordagens mais flexíveis: redução da jornada anual, semanas alternadas ou ajustes internos com base na carga de trabalho. O próprio relatório agora se refere menos a uma "semana de quatro dias" e mais à "redução da jornada de trabalho". O rótulo importa menos do que a reformulação da jornada de trabalho e a eliminação de tarefas supérfluas, menos reuniões desnecessárias e maior autonomia para as equipes.

Sem impacto nos lucros ou na produtividade

   Em termos de negócios, o programa piloto alemão foi um sucesso. Apesar de manter 80% da jornada de trabalho inicial, não houve quedas nos níveis de lucro ou produtividade, e houve até mesmo pequenas melhorias em comparação com o ponto de partida. Em outras palavras, conseguiram alcançar os mesmos resultados em menos tempo.

   Onde realmente teve um impacto significativo foi no bem-estar dos funcionários, com 90% relatando melhorias no equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Como resultado dessa melhoria, os funcionários relataram sentir-se menos estressados ​​e mais comprometidos com a empresa. 38% das empresas indicaram que o absenteísmo e as licenças médicas dos funcionários diminuíram, enquanto 56% não relataram mudanças.

   Melhorias também foram observadas na satisfação no trabalho e na percepção da empresa como um local de trabalho atraente. O estudo indica que 87% das empresas observaram melhorias na retenção de talentos. Enquanto isso, 75% dos entrevistados afirmaram que suas empresas agora têm maior capacidade de atrair talentos durante os processos de recrutamento. Em um contexto de escassez de mão de obra, isso representa uma vantagem competitiva.

   No entanto, como em outros testes da semana de trabalho de quatro dias, nem todas as empresas seguiram a mesma trajetória. Aproximadamente 30% interromperam a implementação do esquema inicial ou retornaram à tradicional semana de cinco dias. Os principais motivos foram operacionais, incluindo dificuldades de coordenação com clientes, picos de trabalho difíceis de gerenciar ou estruturas internas inflexíveis.

Fonte: portal Xataca Brasil

domingo, 1 de março de 2026

Representantes do STIA Bagé participam do lançamento da Campanha Salarial 2026 promovida pela FIEICA-RS em São Gabriel



   A Federação Intermunicipal dos Empregados nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação do Rio Grande do Sul lançou na madrugada de quinta-feira (26), em São Gabriel, a Campanha Salarial 2026 dos trabalhadores da indústria da alimentação no Estado. O ato, realizado em frente à empresa Minerva Foods, marcou o início oficial das mobilizações e reuniu os sindicatos filiados à entidade.

   O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) esteve presente. Representaram a entidade sindical no evento os diretores Cláudio Gomes Gonçalves, Luiz Ariovaldo Correa Bandeira, Mário Roberto Marnatt Torman e Marcos Marcelo Barbosa Vivian. 

   Com o slogan “quem vota decide e quem luta conquista”, a campanha reivindica reposição integral da inflação, reajuste com ganho real, valorização do piso salarial, manutenção de direitos e melhorias nas condições de trabalho.

   Entre as propostas está o fim da escala 6x1, defendido pela entidade como medida para ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores. Segundo a federação, as empresas do setor apresentam resultados financeiros que permitem atender às reivindicações da categoria.

   O presidente da Federação Intermunicipal dos Empregados nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação do Rio Grande do Sul, Pedro Mallmann, lembrou do cenário eleitoral, defendendo que os trabalhadores analisem propostas e candidatos comprometidos com a preservação de direitos sociais.

   Mallmann citou como exemplo a reforma trabalhista implementada pelo presidente Javier Milei, na Argentina, que flexibilizou normas trabalhistas, ampliou possibilidades de jornada e alterou regras de indenizações e negociações coletivas. Segundo ele, medidas semelhantes podem avançar no Brasil caso vença a eleição um candidato alinhado aos interesses empresariais e favorável à redução de direitos trabalhistas.

   A Federação sustenta que a unidade entre os sindicatos e a participação ativa dos trabalhadores serão decisivas para o desfecho das negociações salariais de 2026.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Primeiro encontro entre STIA/Bagé e Marfrig para negociação de acordo coletivo de trabalhadores do Pampeano Alimentos termina sem acordo

 






   A primeira rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região com representantes do Marfrig Group, visando ao acordo coletivo de trabalho para empregados do Pampeano Alimentos, terminou sem acordo. Entretanto, as partes já deixaram agendado um novo encontro, que será realizado no dia 12 de março, mais uma vez na subsede do Sindicato, em Hulha Negra. 

   A proposta encaminhada pelo Marfrig frustrou a Diretoria do Sindicato. O reajuste salarial proposto pela empresa foi de 4% - abaixo da inflação do período entre fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, que ficou em 4,30%). O piso salarial proposto é de R$ 1.964,64. 

   A Marfrig também propôs alterações em cláusulas que garantem benefícios aos trabalhadores, como diminuição do valor pago por horas-extras, do adicional noturno e do valor do pagamento do tempo para troca de uniforme, além de itens como a validação de atestados médicos somente após passar pelo médico da empresa. 

   "Esperávamos mais da Marfrig, uma multinacional que fatura milhões todos os anos, mas fica, como diz o ditado popular, 'chorando pitangas' no momento da negociação. Essa proposta de reajuste salarial abaixo da inflação do período é quase uma afronta. Não aceitamos e fizemos uma contraproposta, que agora será analisada pela direção da empresa para voltarmos a conversar no dia 12 de março. O Sindicato já adiantou que não vai aceitar proposta que mexa em cláusulas do Acordo Coletivo que significam conquistas históricas, como transporte gratuito para o deslocamento do trabalhador, horas-extras e pagamento do tempo para troca de uniforme", afirma o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral.

Acordo coletivo para trabalhadores da Minerva Foods

   Cabral também destacou que a data para a primeira reunião de negociações visando ao acordo coletivo para trabalhadores da Minerva Foods em Bagé não está definida. No entanto, já houve a sinalização para o primeiro encontro entre os representantes da empresa frigorífica e do Sindicato.

   "Estamos alinhavados para realizar a primeira reunião de negociação na primeira quinzena de março. Só precisamos definir a data. Tão logo tenhamos a definição, estaremos informando aos trabalhadores", reforça o presidente do STIA/Bagé.