segunda-feira, 30 de março de 2026

Dirigentes do STIA/Bagé realizam mobilização junto a trabalhadores no acesso à planta da Minerva Foods em Bagé






 

   Na manhã desta segunda-feira (30), diretores do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) realizaram uma mobilização em frente à planta da fábrica da Minerva Foods em Bagé. Munidos de faixas e com um carro de som, as lideranças sindicais fizeram um protesto pacífico sobre a demora nas negociações visando ao acordo coletivo de trabalho com a empresa. Apesar da chuva que caiu no final da manhã, os sindicalistas permaneceram no local para conversar com os trabalhadores. 

   A data-base da categoria é 1º de fevereiro. Até o momento houve apenas uma reunião de negociação, realizada em 12 de março. Havia a previsão de um novo encontro entre as partes nesta terça-feira (31), mas a rodada de negociações acabou adiada a pedido da empresa, ficando para dia 8 de abril em São Gabriel - município que negocia em conjunto com Bagé.

   Na mobilização, que integra a campanha salarial 2026 do setor da Alimentação no Rio Grande do Sul, os dirigentes sindicais conversaram com os trabalhadores sobre o andamento da negociação, a proposta realizada pela empresa (que quer pagar apenas a reposição da inflação do período, de fevereiro/25 a janeiro/26, de 4,30%), um piso salarial no valor de R$ 1.970,33 e um vale-alimentação (Visa Vale) no valor de R$ 354,82, além do fim do adiantamento salarial. Os sindicatos de Bagé e São Gabriel rejeitaram a proposta. 

   "Foi uma manifestação pacífica, mas necessária, com intuito de informar aos trabalhadores o que a empresa está propondo e percebemos que os empregados estão ao nosso lado. Essa negociação já poderia ter sido finalizada se não fosse a intransigência da empresa em querer melhorar o salário dos trabalhadores. Cobram muita produção, mas na hora de valorizar os homens e mulheres que atuam dentro da fábrica, não querem fazer isso", reforça o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral Jorge. "A campanha salarial 2026 foi lançada em São Gabriel, depois Camaquã, agora Bagé, e vai continuar em outros municípios", complementa Cabral.

sábado, 28 de março de 2026

STIA/Bagé informa transferência de reunião de negociação com Minerva Foods para 8 de abril

 



   O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região informa que a segunda reunião de negociação visando ao acordo coletivo de trabalho para empregados da Minerva Foods em Bagé, marcada para o dia 31 de março, foi adiada. A nova data será 8 de abril, em São Gabriel - as negociações para trabalhadores das unidades da empresa acontecem em conjunto. A data-base da categoria é 1º de fevereiro.

   "A reunião foi transferida a pedido do advogado da empresa. Esperamos que a proposta seja melhor do que a apresentada pela Minerva Foods na primeira rodada de negociações", enfatiza o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral Jorge.

   Ao final do primeiro encontro a Minerva Foods ofereceu um reajuste salarial de 4,30% (reposição da inflação no período entre fevereiro de 2025 a janeiro de 2026), um piso salarial no valor de R$ 1.970,33 e um vale-alimentação (Visa Vale) no valor de R$ 354,82, além do fim do adiantamento salarial. Os sindicatos de Bagé e São Gabriel rejeitaram a proposta. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Representantes do STIA/Bagé participam do 2º Seminário da Campanha Salarial 2026 da FIEICA-RS em São Lourenço do Sul




   
   O Sindicato participou em São Lourenço do Sul nos dias 25 e 26 de março do 2º Seminário da Campanha Salarial 2026 da FIEICA-RS. O evento tratou sobre temas como o projeto de lei que estabelece o fim da jornada de trabalho 6x1, a pauta unificada do setor da alimentação do Rio Grande do Sul, além da análise de conjuntura política estadual e nacional e dados sobre o setor da indústria da alimentação e seus impactos nas negociações coletivas. 

   Representaram o STIA/Bagé no evento o presidente, Luiz Carlos Cabral Jorge, além dos 2º secretário, Marcelo Marques Barbosa, e do diretor Alisson Roberto Viana Marinho. 

   A programação contou com participações especiais, como o  economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ricardo Franzói, além de lideranças sindicais. 

   Convidado a realizar uma manifestação, o presidente do STIA Bagé, Luiz Carlos Cabral, enfatizou a necessidade de o movimento sindical se engajar no debate eleitoral, levando informação aos trabalhadores, especialmente nas portas de fábrica, como forma de esclarecer e ampliar a consciência política da categoria. Cabral também relatou o andamento das negociações com as empresas frigoríficas da região de Bagé (Minerva Foods e Marfrig) e as dificuldades para fechar o acordo coletivo de trabalho com as empresas.

   Na oportunidade, ocorreu a apresentação do novo assessor jurídico da FIEICA-RS, o advogado Luis Fernando Schmitz. Ele esclareceu dúvidas e destacou sua disponibilidade para colaborar com a Federação na área jurídica.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Sindicatos de trabalhadores se mobilizam por fim da jornada 6x1













   A defesa dos direitos do trabalhador é a principal missão de um Sindicato. Por conta disso, representantes do movimento sindical de trabalhadores nas indústrias e cooperativas de alimentação de todo o país participaram, em Brasília, de uma grande mobilização pelo fim da escala 6x1 da jornada de trabalho. 

   A participação das lideranças sindicais de diversos setores acontece em um momento decisivo na Câmara dos Deputados, quando o projeto que reduz a carga horária semanal para 40 horas — sem redução salarial — entra na pauta de votação da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados.

   Os trabalhadores defendem a transição do atual modelo de 44 horas para o limite de 40 horas semanais. Na prática, isso viabiliza o modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso. A relatoria do Projeto de Li 67/2025, que trata sobre o fim da jornada 6x1 está com o deputado federal Leo Prates (PDT-BA).

   Para os líderes sindicais, a manutenção dos salários é o ponto inegociável da proposta. Argumentam que a redução da jornada, além de aumentar o bem-estar e o convívio familiar, pode estimular a produtividade e a criação de novas vagas de emprego para cobrir as lacunas de escala.

   Se houver aprovação na votação na Comissão do Trabalho, a partir disso ocorrem novas etapas - que podem agilizar a votação em plenário ainda em 2026. 

   O fim da jornada 6x1 é uma das pautas da Campanha Salarial 2026 dos trabalhadores da indústria da alimentação no Estado, lançada em fevereiro no município de São Gabriel. Representantes da Federação Intermunicipal dos Empregados em Indústrias e Cooperativas de Alimentação do Rio Grande do Sul (FIEICA-RS) participaram da mobilização na capital federal.

terça-feira, 10 de março de 2026

Primeira reunião entre sindicatos de Bagé e São Gabriel com Minerva Foods termina sem acordo

 







   Nesta terça-feira (10) foi realizada a primeira reunião de negociação entre os sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Bagé e São Gabriel com a Minerva Foods, visando ao acordo coletivo de trabalho para os empregados das plantas frigoríficas nos dois municípios. O encontro ocorreu na sede social do STIA/Bagé. No entanto, a reunião terminou sem acordo. A data-base da categoria é 1º de fevereiro. 

   Além dos dirigentes sindicais de Bagé e São Gabriel, o diretor da Federação dos Empregados nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação do Rio Grande do Sul (FIEICA-RS) e secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), Marcos Rosse, coordenou as negociações. Representando a Fortunceres S.A., empresa do Grupo Minerva Foods, estiveram Nelson Claudino Rodrigues Junyor, Jucelaine Lemos Chaves Coitinho e Diego Lima Marques. 

   Durante a reunião, a empresa ofereceu como proposta final um reajuste salarial linear de 4,30% ( inflação oficial do período de fevereiro/2025 a janeiro 2026), um piso salarial no valor de R$ 1.970,33 e um vale-alimentação (Visa Vale) no valor de R$ 354,82, além do fim do adiantamento salarial. Os sindicatos rejeitaram a proposta e irão realizar novas reuniões para discutir uma contraproposta. 

   "Inicialmente a Minerva não queria nem oferecer a inflação do período. Depois de algum tempo, chegou a essa proposta, mas também rejeitamos. O único avanço que tivemos foi na manutenção da data base em 1º de fevereiro e a manutenção das demais cláusulas do acordo anterior, que foi aceito em comum acordo", explica o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral. "Mesmo assim, a proposta de reajuste salarial, do piso da categoria e do Visa Vale ficou abaixo do que os trabalhadores esperavam. Vamos nos reunir e, posteriormente, voltar a discutir esses itens com a empresa", complementa o líder sindical. 

   Uma nova rodada de negociações entre as partes foi agendado para o dia 31 de março, às 9h, desta vez em São Gabriel. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Segunda rodada de negociações entre STIA/Bagé e Marfrig apresenta avanços, mas reunião termina sem acordo

 





   Mais uma vez a rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) e a Marfrig Group, visando ao acordo coletivo de trabalho para empregados do Pampeano Alimentos, em Hulha Negra, terminou sem acordo. O segundo encontro entre as partes aconteceu na manhã desta segunda-feira (9), na subsede do Sindicato, em Hulha Negra. A data-base da categoria é 1º de fevereiro. 

   Apesar disso, conforme o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, ocorreram alguns avanços. A empresa não voltou a apresentar, na sua proposta, a retirada de cláusulas que são conquistas históricas dos trabalhadores - como os percentuais pagos por horas-extras, adicional noturno, tempo para troca de uniforme, além de itens como o transporte gratuito para os trabalhadores até a fábrica e a necessidade de validação de atestados médicos somente após passar pelo médico da empresa.

   Entretanto, no ponto-chave da negociação, que é o reajuste salarial, não houve avanços. A Marfrig ofereceu a reposição da inflação (4,30%), um pouco acima da primeira proposta, que foi de 4%. 

   "A empresa chegou à inflação pelo INPC, mas parou por aí. No entanto, houve avanços na manutenção das cláusulas do acordo anterior. Agora, ficou para a definição em uma nova oportunidade", reforça Cabral. A data para um novo encontro entre Sindicato e empresa, porém, não foi definida.