segunda-feira, 2 de março de 2026

70% das empresas alemãs acreditam que é mais produtivo trabalhar quatro dias por semana



   A semana de trabalho de quatro dias começou na Alemanha como um experimento para maximizar a produtividade das empresas sem deixar os funcionários exaustos e incapazes de conciliar trabalho e vida familiar. Dois anos após o início do projeto-piloto, os dados confirmam que, para as empresas participantes, não se tratava apenas de um teste; ele se materializou em uma mudança nas práticas de trabalho que muitas empresas decidiram tornar permanente.

   Agora, um relatório de acompanhamento, preparado por pesquisadores da Universidade de Münster em conjunto com a consultoria 4 Day Week Global, foi concluído. Ele analisa o que aconteceu desde o início do programa piloto em 2014 e quais foram seus efeitos subsequentes. A principal conclusão é que cerca de 70% das empresas que participaram do projeto-piloto continuam implementando alguma forma de redução da jornada de trabalho um ano depois.

Uma fórmula familiar e uma amostra diversificada

   O projeto original da semana de trabalho de quatro dias na Alemanha foi baseado no modelo 100-80-100: 100% do salário, 80% da jornada de trabalho e 100% da produtividade. Este modelo de redução da jornada de trabalho é o mesmo implementado em Valência em 2023, em Portugal e no Reino Unido.

   Na fase inicial, participaram 45 empresas de diversos setores, incluindo manufatura, seguros, tecnologia, mídia, varejo e educação. Além disso, para garantir a máxima representatividade do panorama industrial alemão, foram selecionadas empresas de diferentes portes: desde microempresas com 1 a 9 funcionários até grandes corporações com mais de 250 funcionários.

Os dados iniciais já forneciam indícios

   Os pesquisadores coletam dados das empresas participantes e seus funcionários desde o primeiro dia. Poucos meses após o início do projeto-piloto, as empresas estavam muito satisfeitas com os resultados, a ponto de, nas conclusões preliminares, 73% afirmarem que não retornariam à tradicional semana de trabalho de cinco dias. O novo relatório oferece a perspectiva que o tempo proporciona e revela se esse ímpeto inicial se consolidou.

   Dois anos após o início do projeto-piloto, sete em cada dez empresas participantes não apenas mantêm o modelo de semana de trabalho de quatro dias, como o integraram às suas operações regulares.

Mais do que apenas quatro dias: redução flexível da jornada de trabalho

   Uma das descobertas mais interessantes do acompanhamento é que o modelo de semana de trabalho de quatro dias evoluiu, com cada organização implementando-o e adaptando-o às suas necessidades. Nem todas as empresas optaram por uma semana de trabalho de segunda a quinta-feira.

   Cerca de 22% das empresas participantes adaptaram o esquema inicial para abordagens mais flexíveis: redução da jornada anual, semanas alternadas ou ajustes internos com base na carga de trabalho. O próprio relatório agora se refere menos a uma "semana de quatro dias" e mais à "redução da jornada de trabalho". O rótulo importa menos do que a reformulação da jornada de trabalho e a eliminação de tarefas supérfluas, menos reuniões desnecessárias e maior autonomia para as equipes.

Sem impacto nos lucros ou na produtividade

   Em termos de negócios, o programa piloto alemão foi um sucesso. Apesar de manter 80% da jornada de trabalho inicial, não houve quedas nos níveis de lucro ou produtividade, e houve até mesmo pequenas melhorias em comparação com o ponto de partida. Em outras palavras, conseguiram alcançar os mesmos resultados em menos tempo.

   Onde realmente teve um impacto significativo foi no bem-estar dos funcionários, com 90% relatando melhorias no equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Como resultado dessa melhoria, os funcionários relataram sentir-se menos estressados ​​e mais comprometidos com a empresa. 38% das empresas indicaram que o absenteísmo e as licenças médicas dos funcionários diminuíram, enquanto 56% não relataram mudanças.

   Melhorias também foram observadas na satisfação no trabalho e na percepção da empresa como um local de trabalho atraente. O estudo indica que 87% das empresas observaram melhorias na retenção de talentos. Enquanto isso, 75% dos entrevistados afirmaram que suas empresas agora têm maior capacidade de atrair talentos durante os processos de recrutamento. Em um contexto de escassez de mão de obra, isso representa uma vantagem competitiva.

   No entanto, como em outros testes da semana de trabalho de quatro dias, nem todas as empresas seguiram a mesma trajetória. Aproximadamente 30% interromperam a implementação do esquema inicial ou retornaram à tradicional semana de cinco dias. Os principais motivos foram operacionais, incluindo dificuldades de coordenação com clientes, picos de trabalho difíceis de gerenciar ou estruturas internas inflexíveis.

Fonte: portal Xataca Brasil

domingo, 1 de março de 2026

Representantes do STIA Bagé participam do lançamento da Campanha Salarial 2026 promovida pela FIEICA-RS em São Gabriel



   A Federação Intermunicipal dos Empregados nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação do Rio Grande do Sul lançou na madrugada de quinta-feira (26), em São Gabriel, a Campanha Salarial 2026 dos trabalhadores da indústria da alimentação no Estado. O ato, realizado em frente à empresa Minerva Foods, marcou o início oficial das mobilizações e reuniu os sindicatos filiados à entidade.

   O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) esteve presente. Representaram a entidade sindical no evento os diretores Cláudio Gomes Gonçalves, Luiz Ariovaldo Correa Bandeira, Mário Roberto Marnatt Torman e Marcos Marcelo Barbosa Vivian. 

   Com o slogan “quem vota decide e quem luta conquista”, a campanha reivindica reposição integral da inflação, reajuste com ganho real, valorização do piso salarial, manutenção de direitos e melhorias nas condições de trabalho.

   Entre as propostas está o fim da escala 6x1, defendido pela entidade como medida para ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores. Segundo a federação, as empresas do setor apresentam resultados financeiros que permitem atender às reivindicações da categoria.

   O presidente da Federação Intermunicipal dos Empregados nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação do Rio Grande do Sul, Pedro Mallmann, lembrou do cenário eleitoral, defendendo que os trabalhadores analisem propostas e candidatos comprometidos com a preservação de direitos sociais.

   Mallmann citou como exemplo a reforma trabalhista implementada pelo presidente Javier Milei, na Argentina, que flexibilizou normas trabalhistas, ampliou possibilidades de jornada e alterou regras de indenizações e negociações coletivas. Segundo ele, medidas semelhantes podem avançar no Brasil caso vença a eleição um candidato alinhado aos interesses empresariais e favorável à redução de direitos trabalhistas.

   A Federação sustenta que a unidade entre os sindicatos e a participação ativa dos trabalhadores serão decisivas para o desfecho das negociações salariais de 2026.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Primeiro encontro entre STIA/Bagé e Marfrig para negociação de acordo coletivo de trabalhadores do Pampeano Alimentos termina sem acordo

 






   A primeira rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região com representantes do Marfrig Group, visando ao acordo coletivo de trabalho para empregados do Pampeano Alimentos, terminou sem acordo. Entretanto, as partes já deixaram agendado um novo encontro, que será realizado no dia 12 de março, mais uma vez na subsede do Sindicato, em Hulha Negra. 

   A proposta encaminhada pelo Marfrig frustrou a Diretoria do Sindicato. O reajuste salarial proposto pela empresa foi de 4% - abaixo da inflação do período entre fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, que ficou em 4,30%). O piso salarial proposto é de R$ 1.964,64. 

   A Marfrig também propôs alterações em cláusulas que garantem benefícios aos trabalhadores, como diminuição do valor pago por horas-extras, do adicional noturno e do valor do pagamento do tempo para troca de uniforme, além de itens como a validação de atestados médicos somente após passar pelo médico da empresa. 

   "Esperávamos mais da Marfrig, uma multinacional que fatura milhões todos os anos, mas fica, como diz o ditado popular, 'chorando pitangas' no momento da negociação. Essa proposta de reajuste salarial abaixo da inflação do período é quase uma afronta. Não aceitamos e fizemos uma contraproposta, que agora será analisada pela direção da empresa para voltarmos a conversar no dia 12 de março. O Sindicato já adiantou que não vai aceitar proposta que mexa em cláusulas do Acordo Coletivo que significam conquistas históricas, como transporte gratuito para o deslocamento do trabalhador, horas-extras e pagamento do tempo para troca de uniforme", afirma o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral.

Acordo coletivo para trabalhadores da Minerva Foods

   Cabral também destacou que a data para a primeira reunião de negociações visando ao acordo coletivo para trabalhadores da Minerva Foods em Bagé não está definida. No entanto, já houve a sinalização para o primeiro encontro entre os representantes da empresa frigorífica e do Sindicato.

   "Estamos alinhavados para realizar a primeira reunião de negociação na primeira quinzena de março. Só precisamos definir a data. Tão logo tenhamos a definição, estaremos informando aos trabalhadores", reforça o presidente do STIA/Bagé. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

STIA/Bagé e Marfrig terão primeira rodada de negociações para acordo coletivo de trabalhadores do Pampeano no dia 25 de fevereiro

 



   Após contatos com representantes da Marfrig Group nesta quinta-feira (19), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral Jorge, anunciou a data da primeira rodada de negociações visando ao acordo coletivo de trabalho para empregados do Pampeano Alimentos, em Hulha Negra. O encontro entre as partes será realizado no dia 25 de fevereiro (quarta-feira), na subsede do Sindicato, em Hulha Negra.

   Ainda conforme o líder sindical, a negociação em Bagé não tem data prevista. Até o momento não houve retorno dos representantes da Minerva Foods para a realização do primeiro encontro visando à definição das cláusulas do acordo coletivo. 

   Vale lembrar que a data-base da categoria é 1º de fevereiro. Em novembro e dezembro de 2025 o Sindicato realizou as assembleias para tirar a pauta de reivindicações junto às empresas. Foi definido o pedido de um reajuste salarial com base na reposição da inflação (do período entre fevereiro de 2025 a janeiro de 2026) mais 5% de aumento real,  piso da categoria no valor de R$ 2.200,00, além da manutenção das demais cláusulas.

   "Tivemos retorno da Marfrig e vamos iniciar a negociação no próximo dia 25. Aguardamos que a empresa apresente uma proposta que contemple os trabalhadores", ressalta Cabral. "Quanto à Minerva Foods, seguimos esperando que a empresa nos dê um retorno para iniciarmos a negociação o mais rápido possível para que o trabalhador receba o reajuste dos seus salários o quanto antes", reitera Cabral. 


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

STIA/Bagé aguarda retorno de indústrias frigoríficas para iniciar negociações de acordo coletivo para trabalhadores da Minerva Foods Bagé e Pampeano Marfrig em Hulha Negra

 


   Com a data-base da categoria em 1º de fevereiro, trabalhadores do Minerva Foods Bagé e do Pampeano Marfrig em Hulha Negra aguardam o início das negociações para o acordo coletivo de trabalho. Em novembro e dezembro de 2025 o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região realizou assembleias para definir a pauta de reivindicações. Entre os principais itens estão um reajuste salarial com base na reposição da inflação (do período entre fevereiro de 2024 a janeiro de 2025) mais 5% de aumento real,  piso da categoria no valor de R$ 2.200,00, além da manutenção das demais cláusulas. 

   Após a aprovação, o Sindicato encaminhou  as petições aos representantes da Minerva e da Marfrig informando a deliberação dos trabalhadores nas assembleias e se colocando à disposição para o começo das negociações. Entretanto, até agora, nem Minerva nem Marfrig  As reuniões sempre iniciam após a definição da inflação do período (de fevereiro/2025 a janeiro 2026), que ficou em 4.30%.

   "Estamos no aguardo das empresas. Esperamos que elas deem retorno ao Sindicato para iniciarmos a negociação o mais rápido possível", reforça o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral Jorge. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Acompanhe a relação dos contemplados no II Pix da Virada

 


   No início da noite desta sexta-feira (19) o Sindicato realizou a II edição do Pix da Virada. A programação em 2025 contou com a participação de 2.116 trabalhadores associados que mantiveram suas contribuições em dia ao longo do ano junto ao Sindicato, de 21 empresas de Bagé, Aceguá, Candiota e Hulha Negra.

   A transmissão do sorteio ocorreu ao vivo pela página do Facebook do Sindicato. A entidade, entretanto, pede desculpas porque após 29 minutos a tranmissão ficou sem áudio e não foi possível ouvir o nome dos últimos três contemplados (embora as imagens aparecessem na tela), nem a manifestação final do presidente Luiz Carlos Cabral Jorge.

   Os contemplados podem contatar o Sindicato a partir de segunda-feira, dia 22 de dezembro, a partir das 8h, para informar sua chave Pix e receber o prêmio. Vale ressaltar que o contemplado precisa ser o titular da chave Pix - não pode ser em nome de cônjuge, pais ou dependentes, por exemplo. Quem não tiver chave Pix deve ir até a sede social do Sindicato, na Rua Melanie Granier, 157, munido de documento de identidade para o Sindicato encaminhar o valor. 

   Segue, abaixo, a relação dos contemplados no Pix da Virada 2025:

ANTÔNIO CARLOS DA ROSA ALVES

JOSÉ LUÍS DALBÃO DA SILVA

JULIO CÉSAR NEVES JORGE

MARIA SILVA DOS SANTOS

LUIZ MAR ARAÚJO FERNANDES

KARINE ARTIGAS SEIXAS

ALISSON COLLARES BRINHOL

ROSANE ROSA DA SILVA

PEDRO LEITE PORCIÚNCULA

JÚLIA CORREA ALVES BRANCO

ALEXANDRE MEINHARDT BARCELOS

FABIO ANTONIO VEIGA DA SILVA

MAURÍCIO DOS SANTOS FERREIRA

SÉRGIO DE BORBA PACHECO

CRISTIANO GONÇALVES LUIZ

JUAN PABLO GONÇALVES NÓBREGA

PAULO ROBERTO CARDOZO PEREIRA

MATHEUS QUINTANA DOS SANTOS

JULIANO AMARAL CASTRO

JULIANO SIMÕES GARCIA

FABIANE DA ROSA MORAES

CLAUDEMIR DA SILVA DOMINGUES

MÁRCIA FONSECA BORBA

LUÍS EDUARDO DA SILVA

JOSUÉ VAZ RANGEL

MAURÍCIO RODRIGUES LEITES

RUAN VELEDA CHAGAS

LUAN SOARES RIBEIRO

MAICON FRAZÃO MARQUES

RONDINELLI CORREA DA SILVA