terça-feira, 28 de julho de 2020
Sindicato informa atendimento médico e odontológico por conta da pandemia do novo coronavírus
O Sindicato está informando a todos os trabalhadores e trabalhadoras que está adotando protocolos de segurança visando à saúde de todos para realizar os atendimentos médicos e odontológicos na sede social, em Bagé, e na subsede, em Hulha Negra. A precaução é necessária para evitar qualquer tipo de contágio em relação ao novo coronavírus (Covid-19).
Os atendimentos odontológicos só estão sendo feitos em casos de extrema urgência e com horário marcado. O agendamento é pelo telefone (53) - 3242-3778. Na mesma situação, os atendimentos médicos também são feitos por marcação pelo telefone. Entretanto, o agendamento é feito no dia da consulta, a partir das 8h.
Seguindo os protocolos da Vigilância Sanitária, é feito distanciamento na sala de espera, disponibilização de álcool gel para higienização das mãos, além da obrigatoriedade do uso de máscaras.
sábado, 27 de junho de 2020
Ministério Público do Trabalho divulga nota técnica com inconsistências na portaria que trata sobre situação dos frigoríficos

O Ministério Público do Trabalho (MPT) diverge da portaria interministerial que dispõe sobre prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da Covid-19 nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano e laticínios. A Portaria Conjunta nº 19/2020 foi publicada em 18 de junho, pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, em conjunto com os Ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
A Coordenadoria de Defesa de Meio Ambiente de Trabalho (Codemat) e o Projeto Nacional de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos, ambas estruturas do MPT, reputam que reais e desejáveis avanços regulamentares no âmbito das competências normativas dos três Ministérios do Poder Executivo deveriam – e ainda devem, considerar aspectos técnico-científicos relacionados em Nota Técnica divulgada pelo MPT nesta terça-feira (23/6).
Segundo a nota, o MPT foi consultado pelo governo durante discussão sobre o texto da portaria. Porém, a norma foi publicada em 18 de junho com divergências em relação às referências técnicas nacionais e internacionais apresentadas pelo MPT e que vêm sendo objeto de termos de ajuste de conduta (TAC) e acordos judiciais pactuados. Os TACs encontram-se disponíveis para consulta pública em https://mpt.mp.br/pgt/noticias/coronavirus-veja-aqui-as-notas-tecnicas-do-mpt.
A partir da análise de dados referentes a vínculos de emprego mantidos no setor de frigoríficos e os casos de Covid-19, o MPT demonstra que há íntima relação entre o setor e o crescimento exponencial de casos da doença no Interior do País.
O MPT afirma que a Portaria, quando comparada às normas sanitárias estaduais e ao conhecimento técnico atualizado e às orientações internacionais, sobretudo nos pontos mais sensíveis do setor, não se mostra eficaz para controlar e mitigar risco biológico e com os potenciais danos sanitários a ele associados, não representando efetiva evolução na normatividade já positivada por Estados e Municípios, sendo em muitos pontos, inclusive, menos protetiva.
Dentre os principais pontos contestados, os procuradores destacam que a Portaria vai na contramão do mundo ao desestimular a testagem dos trabalhadores, medida que o MPT já demonstrou ser viável, eficaz e contribui para a contenção de casos nas unidades, já tendo sido objeto de diversos acordos firmados. “A medida incorporada torna-se ainda mais prejudicial aos trabalhadores, uma vez que parece desconhecer o fato de que pessoas assintomáticas ou na condição pré-sintomática podem transmitir o Sars-Cov-2, com possibilidade de, caso haja retorno às atividades sem testagem conforme padrões técnico-científico existentes, iniciar-se novo surto de Covid-19 nos estabelecimentos, com graves repercussões à saúde pública local”, diz a nota.
Os procuradores destacam, também, que a Portaria exige, para que o trabalhador seja considerado um caso “suspeito” que apresente obrigatoriamente um “quadro respiratório agudo”, ainda que presentes os demais sintomas, contrariando a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-americana da Saúde, o que pode gerar atraso no afastamento dos trabalhadores de suas atividades, colaborando com a transmissão interna do vírus. Além disso, a Portaria adota conceitos bastante restritos para definição de “contactantes”, que se contrapõem inclusive às normas sanitárias nacionais e internacionais, bem como não prevê hipótese de afastamento do trabalho dos contactantes de casos suspeitos de Covid-19, previsão que existe, por exemplo, no Decreto Estadual 55.240/2020 do Rio Grande do Sul, o que impede a adoção de medidas efetivas de contenção da escala de transmissão da doença no ambiente de trabalho.
A Nota Técnica destaca, ainda, que foram flexibilizadas diretrizes de distanciamento interpessoal para o padrão de 1 metro, contrariando orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que preconiza o distanciamento de 2 metros, além de admitir distanciamento inferior a 1 metro mediante usos de máscaras que não são reconhecidas tecnicamente como equipamento de proteção individual, agravando o risco de transmissão da doença infecciosa. A Portaria, ainda, de forma mais branda que as legislações estaduais, prevê a necessidade de fornecimento de máscaras de tecido aos trabalhadores, sem qualquer exigência quanto à realização de testes de eficiência de filtragem.
A Nota técnica do MPT é assinada pela procuradora regional Márcia Kamei López Aliaga (coordenadora Nacional da Codemat), e pelos procuradores Luciano Lima Leivas (vice-coordenador nacional da Codemat), Sandro Eduardo Sardá (gerente nacional do Projeto de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos), Lincoln Roberto Nobrega Cordeiro (vice-gerente) e Priscila Dibi Schvarcz (gerente nacional adjunta).
quarta-feira, 24 de junho de 2020
STIA/Bagé completa 86 anos de atuação na comunidade regional
Neste dia 24 de junho o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região completa 80 anos de história. A entidade surgiu em meio a um período ditatorial do país, a primeira “Era Vargas”, que durou de 1930 a 1945. Houve ainda a ditadura militar entre 1964 e 1985, quando os sindicatos em todo o país sofreram com as restrições impostas pelo regime de governo. Apesar de tudo isso, os homens e mulheres responsáveis pelo alicerce do STIA em Bagé não desistiram. E o resultado hoje está diante dos olhos dos trabalhadores.
O Sindicato surgiu de uma fusão com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Bagé. A fusão foi um modo de fortalecer a classe trabalhadora à época, porque ambos os sindicatos representavam trabalhadores de indústrias no ramo de alimentos - padarias, engenhos de arroz, lacticínios, frigoríficos, fumo, bebidas, embutidos, congelados (fábrica de picolés e sorvetes) e fábrica de café.
O Sindicato começou de forma modesta, com apenas uma sala na Vila Industrial – onde estava localizada a planta do ex-frigorífico Cicade. Com o crescimento da entidade, alugou-se uma casa na Avenida Barão do Triunfo nº 1156, quando foi instalada a nova sede social. Pouco tempo depois surgiu a oportunidade de aquisição de um prédio próprio, na Rua Melanié Granier 157. Uma das principais realizações foi a construção do salão para a realização das assembleias, palestras, conferências, além da utilização para eventos de interesse dos próprios associados.
A estrutura atual
Em 2013 o Sindicato reativou sua subsede no município de Hulha Negra, visando proporcionar aos trabalhadores daquele município a assistência oferecida na sede social de Bagé, com a vantagem de evitar o deslocamento dos associados e seus dependentes. Em 2019 houve a inauguração do prédio próprio, na Avenida Laudelino da Costa Medeiros, 1279.
Da mesma forma, a sede social passa por melhorias constantes, com intuito de oferecer aos associados melhorias na estrutura de assistência médica, odontológica, além de convênios com diferentes empresas e um local onde o trabalhador pode se sentir em casa com aquilo que é oferecido pela entidade.
“Na sede social, investimos em melhorias na fachada e na reforma do piso do salão. Acreditamos que esse é o melhor presente que o associado pode receber: um sindicato bem equipado, para proporcionar conforto e prestar os melhores serviços aos associados”, ressalta o presidente Luiz Carlos Cabral.
quinta-feira, 18 de junho de 2020
Sindicato realiza chamamento a ex-funcionários da Comercial de Alimentos Piratini
O contato deve ser feito no período da manhã, com Cláudio (vice-presidente).
Estão sendo chamados os seguintes trabalhadores:
Alcida Olina F. Marques
Antonio Ferreira
Claudio Tapes Lemos
Dorcino Fagundes Barbosa
Gelson Meirelles
Irineu Lopes Milano
Janer dos Santos
João Candido Castro.
João Lucas Socca
João de Deus Lacerda
Joaquim Barbosa
José Efrain Pinto
Luiz Cláudio Milano
Luis Sergio Pinto
Luis Carlos Marques dos Santos
Luis Carlos C. Goulart
Marilene Fagundes Barbosa
Maria Helena Marques
Marco Antonio R. Bitencourt
Neri Pinto Pereira
Nara Liena Ornelas
Neri José Veleda
Nanci Xavier
Paulo Ricardo Souza
Rubem Moreno Gonçalves
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Sindicatos e Marfrig fecham Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021
Depois de uma longa negociação, os sindicatos de trabalhadores nas indústrias de Alimentação de Bagé, Hulha Negra, Capão do Leão e São Gabriel e a Federação Intermunciipal dos Empregados nas Indústrias e Cooperativas de Alimentação do Rio Grande do Sul (FIEICA) estabeleceram com o Marfrig Group as bases para o Acordo Coletivo de Trabalho para os trabalhadores. O índice de reajuste salarial linear ficou em 4,30% (reposição da inflação do período entre fevereiro de 2019 e janeiro de 2020). O piso da categoria foi estabelecido em R$ 1.385,09. Já o reajuste do cartão-alimentação para os funcionários do Marfrig/Bagé foi para R$ 233,36 – vale destacar que os trabalhadores do Pampeano recebem uma cesta de alimentos. O piso de faqueiro para o Marfrig/Bagé é, agora, de R$ 1.457,95.
O Sindicato, entretanto, conseguiu batalhar para manter as demais cláusulas do Acordo Coletivo anterior – algo que a empresa pretendia alterar e chegou até a ameaçar ingressar com ajuizamento de Dissídio Coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. “Com muita luta e esforço dos trabalhadores no período de pandemia do novo Coronavírus, já que o setor da alimentação não parou em momento algum, conseguimos manter conquistas históricas e evitamos alterações que a empresa desejava, como a redução do pagamento para a troca de uniforme, redução do valor da hora extra e do Adicional Noturno, além da cobrança de 3% de transporte e aumentar o valor da alimentação no refeitório”, destaca o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral.
O presidente reforça que não é o valor ideal que os trabalhadores merecem, mas dentro das condições de negociação é o possível para chegar ao Acordo. “O trabalhador estava há 16 meses sem reajuste. Infelizmente, mais uma vez a empresa não reconhece e não valoriza os trabalhadores, utiliza manobras para tirar proveito dos seus empregados e dificulta as negociações”, ressalta Cabral
quinta-feira, 4 de junho de 2020
STIA/Bagé integra chapa para direção da FIEICA
Três representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) integram a chapa única para a nova diretoria da Federação Intermunicipal dos Empregados nas Indústrias e Cooperativas de Alimentação do Rio Grande do Sul (FIEICA). A eleição ocorre nesta sexta-feira, 5 de junho, em Porto Alegre. Integram a chapa os diretores do STIA Tanira Ramos dos Santos Martins, Cláudio Gomes Gonçalves (vice-presidente do Sindicato) e Luiz Carlos Cabral (presidente). Os cargos serão definidos após a reunião que irá reconduzir à presidência da Federação o sindicalista Darci Pires da Rocha. A posse está prevista para o dia 6 de julho.
O Sindicato de Bagé é um dos fundadores da Federação, que surgiu em 2018, juntamente com os sindicatos de trabalhadores na Alimentação de Alegrete, Camaquã, Estrela, Pelotas e São Gabriel. O mandato da diretoria é de dois anos.
“Neste momento difícil que o país atravessa, no meio da pandemia da Covid-19, damos uma importante demonstração de união em defesa do movimento sindical e em defesa dos direitos dos trabalhadores”, afirma Cabral.
segunda-feira, 25 de maio de 2020
Marfrig cria empecilhos para discutir acordo coletivo, mas obtém maior receita da história no primeiro trimestre
![]() |
| Diretor presidente do Marfrig destacou aumento da produtividade e exportações em dólar - REPRODUÇÃO |
![]() |
| Primeira reunião entre Marfrig e sindicatos ocorreu em março - Arquivo STIA Bagé |
Depois de dois encontros e várias conversas entre a comissão de negociação e a empresa – o primeiro de forma presencial e o segundo por audioconferência – os sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação e o Marfrig não chegaram às bases para o Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021. O Marfrig alega dificuldades enfrentadas pela pandemia do novo Coronavírus para conceder um melhor reajuste a seus trabalhadores, além de querer modificar cláusulas que são conquistas históricas para seus empregados. Entretanto, a empresa apresentou o maior lucro da história no primeiro trimestre de 2020. A afirmação foi feita pelo próprio diretor-presidente do grupo, Miguel Gularte, em entrevista ao canal Band News.
A receita do Marfrig no 1º trimestre foi de R$ 13,5 bilhões, com uma margem que superou bastante a do mesmo período de 2019. Aliás, os números tornam os primeiros três meses de 2020 como os melhores da história da empresa no Brasil. Gularte, na entrevista, salienta que o Marfrig tem desempenho por conta da diminuição de custos e aumenta a produtividade. “Conseguimos seguir funcionando, tendo em vista que nós trabalhamos em um serviço essencial, que é a produção de alimentos. A indústria frigorífica produz a carne que o enfermeiro, que o médico comem, que a polícia come, e isso não pode parar”, afirmou o diretor-presidente.
Propostas
Mas, na mesa de negociação entre a empresa e os sindicatos, a situação é bem diferente. No primeiro encontro de negociação, o Marfrig apresentou uma proposta escrita com vários itens, entre eles ofereceu reajuste de 4% (bem abaixo da inflação), reduzir o valor da hora extra, do Adicional Noturno, dos domingos e feriados, minutos de preparo, cobrar 3% de transporte, aumentar o valor da alimentação (refeitório), entre outros itens. Os representantes sindicais pediram a reposição da inflação no período mais um aumento real e a manutenção das demais cláusulas.
No dia 5 de maio houve a “conference call” (conferencia via telefone) entre as partes para tentar definir o acordo. Desta vez o Marfrig ofereceu 4,30% (inflação do período). O Sindicato fez a contraproposta de um reajuste de 5% e a manutenção das demais cláusulas. Para os trabalhadores do Marfrig Bagé que recebem o Visa Vale, a empresa propôs um reajuste dos atuais R$ 223,74 para R$ 233,36. O Sindicato reivindica que o valor passe para R$ 250,00. A data-base dos trabalhadores do Marfrig é 1º de fevereiro – os trabalhadores estão há 16 meses sem reajuste nos salários.
Expectativa de “trimestres melhores”
Outro detalhe importante, relatado pelo diretor-presidente do Marfrig na entrevista, é que todos os elementos para supor que esse resultado irá ocorrer nos próximos trimestres estão presentes. O lucro líquido nos primeiros três meses de 2020 chegou a R$ 32 milhões – em 2019 foi de R$ 4 milhões, num aumento de 643%. “Todas as nossas operações estão gerando caixa e gerando resultado e tudo indica que isso vai continuar nos próximos trimestres”, destacou Gularte.
Ganhos em dólares
Gularte também ressalta que o Marfrig, até o ano passado, tinha 50% da produção destinada para o mercado interno (Brasil) e 50% para o Exterior. Hoje, a exportação é responsável por 70% da produção. Embora a produção seja local, as exportações ocorrem em dólar, o que valoriza ainda mais a carne brasileira e gera lucro para a empresa. Além disso, a reabertura do mercado chinês – para onde o Marfrig tem seis plantas frigoríficas habilitadas para exportação ao país asiático – deve fazer com que a produção aumente. Gularte revelou que apenas 8% da receita do Marfrig é em reais – o que aumenta a responsabilidade da empresa em melhor remunerar seus funcionários.
“Estranhamos que, no momento de maior fragilidade do trabalhador, onde seu estado emocional também é afetado pela incerteza, o Marfrig quer suprimir ou reduzir conquistas históricas do acordo coletivo de trabalho”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral. As negociações continuam em aberto, mas o Sindicato espera que a empresa reconheça o esforço dos trabalhadores, que em momento algum durante a pandemia parou de trabalhar. “Não somos nós que dissemos que o Marfrig teve um lucro histórico, foi o diretor-presidente da empresa. Agora, esperamos que a direção do Marfrig tenha sensibilidade para não prejudicar ainda mais os trabalhadores, já atingidos em cheio pelas reformas trabalhistas e previdenciárias”, reforça Cabral.
Assinar:
Postagens (Atom)






