segunda-feira, 11 de abril de 2022

ATENÇÃO TRABALHADORES DO MARFRIG/BAGÉ



Na última semana, recebemos um e-mail, após protocolo no Ministério do Trabalho, com uma comunicação de concessão de férias coletivas na planta frigorífica do Marfrig/Bagé. O Sindicato esclarece aos trabalhadores que não concorda com a forma pelo qual a solicitação foi feita, em desacordo com a legislação, como estabelece o artigo 139, parágrafos II e III da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A empresa não indicou as datas de início e de término das férias coletivas, nem obedeceu ao prazo legal de comunicação com 15 dias de antecedência ao Sindicato.  


As férias serão concedidas de 11 a 21 de abril, incluindo os feriados dos dias 15 e 21  de abril de 2022. No entendimento do Sindicato trata-se de uma atitude lesiva e prejudicial aos interesses dos trabalhadores, ante a supressão de dias destinados a feriados com concessão de férias coletivas, dentro do período mínimo de 10 dias.


Como medida de Justiça e solução pacífica da questão, o Sindicato entende que os dias de feriados compreendidos sejam remunerados separadamente aos trabalhadores atingidos e ou que o referido período seja prolongado por mais dois dias, como forma de compensação. 


Nesta segunda-feira, a empresa encaminhou, por e-mail, um pedido de desculpas pelo equívoco do não envio de setores indicados nas coletivas e seu respectivo período. No entanto, reforçou que esses itens estão disponíveis nos murais da empresa a fim de deixar os trabalhadores informados. O Sindicato reforça que irá tomar as medidas cabíveis em relação ao fato. 


"Durante todo o período de pandemia, a produção da empresa não foi afetada em nenhum momento. Pelo contrário, a produção aumentou. Consideramos esses fatos, no mínimo, uma grande injustiça. Não vamos acreditar que a empresa tenha qualquer prejuízo em não incluir os feriados como parte integrante das férias onde, na verdade, o trabalhador estará gozando apenas oito dias, já que os outros dois são aproveitamento dos feriados", enfatiza o presidente Luiz Carlos Cabral. 

terça-feira, 22 de março de 2022

Sindicatos e Marfrig acertam bases para Acordo Coletivo de Trabalho 2022/2023




      Em tratativas após a realização de duas rodadas de negociações entre sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação e Marfrig, dias 15 e 16 de março, as partes acertaram os termos para um novo Acordo Coletivo de Trabalho. A proposta consiste em um reajuste salarial de 10,60%. Além disso, o mesmo percentual servirá para o reajuste das cláusulas econômicas que já constam no acordo, com a ressalva do desconto alimentação, que permanecerá o mesmo valor. Também haverá a manutenção das demais cláusulas vigentes. A data-base da categoria é 1º de fevereiro.

      O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral, reforça que a empresa propôs inicialmente a retirada de direitos garantidos nos acordos ao longo dos anos. Entre eles estava a redução do percentual pago no trabalho aos domingos, feriados e dias compensados, transformação do auxílio funeral em seguro de vida,  o aumento do valor pago pela alimentação fornecida ao trabalhador, a cobrança pelo transporte até a indústria frigorífica, entre outros.

      "Houve muita pressão da empresa. Não abrimos mão de manter as condições que já constam no acordo para que o trabalhador tivesse, praticamente, que pagar para trabalhar", enfatiza Cabral. "Acreditamos que podíamos ter avançado mais, já que não é o que queríamos, mas no momento fizemos o que era possível", complementa o líder sindical.

      Na mesa de negociação estiveram seis representantes do Sindicato. Entre eles dois representantes do Pampeano e dois do Marfrig/Bagé. O valor retroativo ao reajuste referente ao mês de fevereiro será pago na folha de março. O pagamento será efetuado até o quinto dia útil de abril.




quarta-feira, 16 de março de 2022

Primeira rodada de negociação entre sindicatos e Marfrig termina sem acordo


      Durante os dias 15 e 16 de março, os sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e São Gabriel estiveram reunidos com representantes da Marfrig Group para discutir as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2022/2023. No entanto, após dois dias de debates, as partes não chegaram a um acordo. Uma nova rodada de negociações deve ocorrer nos próximos dias, mas ainda não tem data marcada.

      De acordo com o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, foram dois dias cansativos. Segundo o líder sindical, a empresa deseja alterar conquistas dos trabalhadores - entre elas a diminuição do valor das horas extras, aumentar o valor da alimentação do trabalhador na empresa e a cobrança do pagamento de transporte dos trabalhadores.

      "A empresa ameaça retirar os direitos. Os sindicatos, através dos negociadores, buscam, de todas as formas, manter as cláusulas que foram conquistadas ao longo dos anos com muita luta", enfatiza. "A empresa não reconhece o esforço dos trabalhadores nesse momento difícil que nós enfrentamos, durante a pandemia do novo Coronavírus, com alto risco de adoecimento e onde muitos companheiros perderam a vida para que a empresa continuasse trabalhando", complementa Cabral.

      A primeira proposta da Marfrig era de um reajuste salarial de 9% - abaixo da inflação do período entre fevereiro de 2021 a janeiro de 2022, que ficou em 10,60%. Os sindicatos não aceitaram.

      "Lamentavelmente a empresa vem para a mesa de negociação mais interessada em retirar do trabalhador do que oferecer. É um desrespeito", afirma o presidente do STIA/Bagé.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Sindicatos de trabalhadores na Alimentação e Marfrig tem primeira rodada de negociação para Acordo Coletivo nos dias 15 e 16




      Os sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Bagé e São Gabriel vão ter a primeira rodada de negociação visando ao acordo coletivo de trabalho 2022/2023 com o Marfrig. A data foi definida nesta terça-feira (8). O encontro será realizado em São Gabriel, com previsão de ocorrer em dois dias: 15 e 16 de março, a partir das 9h30min. A data-base da categoria é 1º de fevereiro. 

      A pauta de reivindicações dos trabalhadores do Marfrig/Bagé e do Pampeano Alimentos, em Hulha Negra, já foi encaminhada por ofício à empresa após a realização das assembleias, em novembro de 2021.

      Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral, os trabalhadores estão há 13 meses sem reajuste e aguardam o desfecho da negociação. 

      "Mais uma vez durante a pandemia o Marfrig apresenta lucros recordes. A exportação da produção de Bagé e Hulha Negra é destaque no Estado. Esperamos uma valorização dos trabalhadores para o reajuste salarial e que ocorra, no mínimo, a manutenção das demais cláusulas do nosso acordo anterior", enfatiza o presidente. 


terça-feira, 8 de março de 2022

Nossa homenagem a todas as mulheres




 Parabéns a todas as mulheres, em todos os segmentos de atuação, por esta data especial de reflexão e, ao mesmo tempo, de reconhecimento ao papel delas em nossa sociedade.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

STIA/Bagé aguarda resposta da Marfrig para primeira reunião de negociação para Acordo Coletivo de Trabalho




O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) aguarda o retorno da Marfrig Group para a primeira rodada de negociação visando ao Acordo Coletivo de Trabalho para os empregados do frigorífico em Bagé e Hulha Negra. A pauta de reivindicações, tirada em assembleias realizadas em novembro de 2021, já está com a empresa. No entanto, até agora, não houve retorno da Marfrig para a realização do primeiro encontro entre as partes. A data-base da categoria é 1º de fevereiro. 

"Ainda estamos aguardando, os trabalhadores estão ansiosos. A justificativa é de que a reunião não acontecia porque não tínhamos a inflação do período, mas agora já temos esse indicador, de 10,60%. Temos expectativa de que possamos marcar a primeira reunião de negociação o mais breve possível", ressalta o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral.

Bom momento para exportações de carne

A notícia de que Bagé exportou no primeiro mês do ano US$ 12,43 milhões (aproximadamente R$ 64 milhões) é um retrato do bom momento vivido pelo setor frigorífico. Os dados foram apurados no Comex Stat, sistema oficial de informações sobre transações comerciais internacionais. O valor é 51% superior à comercialização registrada em janeiro de 2021.

Destas exportações, a carne bovina corresponde a 62% - no total, os frigoríficos de Bagé exportaram 1.419 toneladas por US$ 7,75 milhões (R$ 40,22 milhões). Maiores compradores, os Estados Unidos adquiriram 655 toneladas por US$ 3,47 milhões (R$ 18 milhões). Já a China, principal parceira comercial do Brasil e de Bagé, adquiriu 483 toneladas de proteína animal da cidade por US$ 3,47 milhões (R$ 15,39 milhões).  

"Esses números significam aquilo que já divulgamos aos trabalhadores há muito tempo. Os lucros são maiores a cada trimestre. E é por isso que vamos para a mesa de negociação embasados nesses bons resultados das empresas para fecharmos um acordo com dignidade para o trabalhador", pondera Cabral. 

O presidente ressalta que a demora na negociação preocupa o Sindicato. Mesmo com a divulgação da inflação oficial do período, a empresa ainda não se manifestou sobre o início das negociações. 

"Não paramos de produzir durante toda a pandemia, perdemos companheiros para a Covid-19. O trabalhador é o último a ser lembrado pela empresa, embora o faturamento dela seja cada vez maior, graças à produção realizada por esses homens e mulheres que são incansáveis, mesmo lidando com o novo Coronavírus", enfatiza Cabral.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

STIA/Bagé alerta trabalhadores da alimentação para pagamento do Auxílio Escolar




      O Sindicato alerta que na folha do mês de fevereiro deve ser pago o valor referente ao auxílio escolar para trabalhadores do Pampeano Alimentos e de padarias, engenhos, laticínios, embutidos, pequenos frigoríficos e outros. No mês de março o Auxílio Escolar deverá ser pago a primeira parcela para trabalhadores do Marfrig/Bagé - a segunda parcela deve ser paga em agosto   O valor é devido pela empresa quando o empregado for matriculado em curso oficial de ensino, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA). O auxílio escolar é uma das tantas conquistas obtidas pelo sindicato nas negociações com as empresas para acordos coletivos de trabalho.  Vale destacar que os trabalhadores que têm filhos matriculados na rede oficial de ensino têm a mesma condição.

      No caso de trabalhadores do Pampeano, deve ser pago o equivalente a 50% do Piso Salarial da categoria, acrescido de 8,60% mediante comprovação de regular frequência. Já os trabalhadores de padarias, engenhos, laticínios, embutidos, pequenos frigoríficos e outros, o auxílio escolar deve ser pago em parcela única no valor equivalente a 45% do salário normativo da categoria, também mediante comprovação da frequência escolar. Cabe ressaltar que o valor é de uma cota por funcionário, não podendo ser o valor cumulativo (por exemplo: se o pai, trabalhador, estuda, não haverá pagamento de valores por conta de filhos que estudem, ou, no caso de dois ou mais filhos estarem matriculados em rede de ensino, o valor do Auxílio Escolar é pago referente à cota única).No caso do Marfrig/Bagé o pagamento em duas parcelas (março e agosto) é uma cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho.

      No caso de trabalhadores do Marfrig ou Pampeano, os filhos precisam ser menores de 18 anos. Já para trabalhadores de padarias, engenhos, laticínios, embutidos, pequenos frigoríficos e outros, o limite de idade é até 14 anos.