quinta-feira, 12 de março de 2026

Sindicatos de trabalhadores se mobilizam por fim da jornada 6x1













   A defesa dos direitos do trabalhador é a principal missão de um Sindicato. Por conta disso, representantes do movimento sindical de trabalhadores nas indústrias e cooperativas de alimentação de todo o país participaram, em Brasília, de uma grande mobilização pelo fim da escala 6x1 da jornada de trabalho. 

   A participação das lideranças sindicais de diversos setores acontece em um momento decisivo na Câmara dos Deputados, quando o projeto que reduz a carga horária semanal para 40 horas — sem redução salarial — entra na pauta de votação da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados.

   Os trabalhadores defendem a transição do atual modelo de 44 horas para o limite de 40 horas semanais. Na prática, isso viabiliza o modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso. A relatoria do Projeto de Li 67/2025, que trata sobre o fim da jornada 6x1 está com o deputado federal Leo Prates (PDT-BA).

   Para os líderes sindicais, a manutenção dos salários é o ponto inegociável da proposta. Argumentam que a redução da jornada, além de aumentar o bem-estar e o convívio familiar, pode estimular a produtividade e a criação de novas vagas de emprego para cobrir as lacunas de escala.

   Se houver aprovação na votação na Comissão do Trabalho, a partir disso ocorrem novas etapas - que podem agilizar a votação em plenário ainda em 2026. 

   O fim da jornada 6x1 é uma das pautas da Campanha Salarial 2026 dos trabalhadores da indústria da alimentação no Estado, lançada em fevereiro no município de São Gabriel. Representantes da Federação Intermunicipal dos Empregados em Indústrias e Cooperativas de Alimentação do Rio Grande do Sul (FIEICA-RS) participaram da mobilização na capital federal.

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