segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Diretores do STIA/Bagé participam de encontros de mobilização em Porto Alegre e Camaquã
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé participam de duas atividades nos dias 7 e 8 de outubro. No dia 7, em Porto Alegre, as lideranças participam de uma programação em frente a uma fábrica de balas e doces, em atividade do Sindicato da Panificação de Porto Alegre. No dia 8, em Camaquã, acontece uma reunião sobre a situação das convenções coletivas relativas a engenhos de arroz, padarias e outros, que até o momento não acertaram o Acordo Coletivo de Trabalho.
Participam do encontro o vice-presidente do Sindicato, Cláudio Gomes Gonçalves, além dos diretores Luiz Ariovaldo Correa Bandeira e Danilo Eduardo Gonçalves Lima. Outra pauta em Camaquã é sobre um projeto para o setor de engenhos de arroz, visando à saúde e melhorias das condições de trabalho da categoria.
Os encontros são motivados tendo em vista a similaridade das realidades enfrentadas pelos trabalhadores em diferentes cidades. A ideia é tentar elaborar uma pauta comum de lutas. Além de Bagé, estão convidados para a reunião em Camaquã representantes sindicais de Alegrete, Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Pelotas, Rio Grande, Rosário do Sul e São Gabriel, além da Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação e Afins – Sul (CNTA-Sul). A ideia do encontro partiu dos representantes sindicais de Bagé.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Esclarecimento do Sindicato sobre a pesquisa do refeitório do Marfrig Bagé
A direção do Sindicato tem recebido reclamações dos trabalhadores sobre a qualidade e a diversificação da alimentação oferecida aos empregados do Marfrig/Bagé. Comida crua, fria e com pouco tempero, bem como a higiene da cozinha são algumas das queixas. Cada vez que recebemos essas denúncias, procuramos a direção da empresa para buscar encaminhar uma solução que atenda ao interesse dos trabalhadores. A última reunião entre Sindicato e direção do Marfrig aconteceu em agosto.
Na oportunidade, os diretores da empresa se comprometeram em resolver esse problema. No dia 25 de agosto, o frigorífico aplicou uma pesquisa e repassou ao Sindicato o relatório da mesma, o que deixou a direção da entidade surpresa pelo resultado. A maioria dos trabalhadores ouvidos (87,72%) assinalou que estavam satisfeitos (ou, em alguns casos, até muito satisfeitos) com a alimentação e o serviço oferecido pela empresa.
Pedimos aos trabalhadores que sejam mais realistas. Afinal, as críticas que chegam aos representantes sindicais (e não foram poucas) vão na contramão dos dados da pesquisa. Afinal, se a alimentação não é (ou está) boa, é preciso manifestar isso nas oportunidades que aparecem.
Proposta absurda no Senado pode prejudicar trabalhadores
Tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal o Projeto de Decreto Legislativo 43/2015, de autoria do senador Douglas Cintra (PTB-PE) que suspende a Norma Regulamentadora (12). A legislação em vigor trata sobre a segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. O problema é que se essa alteração for aprovada, diversos itens da NR 36 – que regulamenta as regras de saúde e segurança dos trabalhadores em frigoríficos – serão extintos.
Há um risco enorme de, caso o projeto seja aprovado, aumentarem os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais – uma luta de muitos anos do setor da alimentação. A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Industrias de Alimentação e Afins (CNTA) encaminhou correspondência aos sindicatos, informando sobre o problema que pode ser criado se a proposta for aprovada pelos demais parlamentares.
Solicitamos aos trabalhadores que busquem contato com os senadores, seja pelas redes sociais ou diretamente pelo site oficial do Senado (www.senado.leg.br) e clicar na aba “senadores”, onde aparecem dados de todos os senadores, como telefone, e-mail e número do gabinete.
Lamentamos que tal atitude parta de um parlamentar de um partido que tem origem na defesa da classe trabalhadora e que em seus programas partidários de rádio e televisão exaltam a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Agora a proposta do senador Douglas Cintra (PTB-PE) quer acabar com uma norma que protege os trabalhadores que utilizam máquinas e equipamentos e, por extensão, extingue itens da NR 36 – como por exemplo as pausas durante as jornadas de trabalho, uma conquista da classe trabalhadora, em especial do setor da alimentação.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
STIA e sindicato patronal têm reunião conciliatória no Ministério do Trabalho neste dia 11
Objetivo é tentar acordo entre as partes para dissídio do setor de padarias, engenhos, laticínios, pequenos frigoríficos etc...
Após vários encontros entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) e o sindicato patronal para tratar sobre o dissídio coletivo para os trabalhadores de padarias, engenhos, indústrias de laticínios, pequenos frigoríficos e demais setores da alimentação, não houve avanço nas negociações. O fato se arrasta há quase três meses, já que a data-base da categoria é 1º de junho. O Ministério do Trabalho, irá mediar uma reunião entre as duas representações visando chegar a um acordo. O encontro está marcado para esta sexta-feira, dia 11, a partir das 14h30min, na sede da Subdelegacia Regional do Trabalho em Bagé.
A situação envolvendo o dissídio permanece indefinida. O STIA deve ajuizar ação junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região caso não seja possível chegar ao consenso com a classe patronal. A reunião conciliatória é um dos itens exigidos pelo TRT nas situações que envolvem dissídios. "Tentamos de todas as formas chegar a um acordo e continuamos abertos à negociação, mas não podemos e não vamos abrir mão de direitos e conquistas históricas dos trabalhadores", ressalta o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral.
O líder sindical reforça que as mesmas categorias, em outras regiões do estado, já chegaram a acordos coletivos, inclusive com índices melhores e novas conquistas - como o pagamento do trigésimo primeiro dia trabalhado nos meses de 31 dias, quinquênio, licença para levar filhos menores ao médico, entre ouras. Mas, em Bagé, os empresários demonstram intransigência na hora de discutir as cláusulas, principalmente quanto à reposição salarial. "Não é por salário de trabalhadores que as empresas fecham as portas. Existem itens que as empresas querem retirar que consideramos um retrocesso", reitera Cabral. Entre os pontos polêmicos estão a disposição da classe patronal em criar o banco de horas e a desvinculação do piso normativo da categoria ao Piso Mínimo Regional de salários.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
STIA/Bagé apresenta maquete digital da subsede de Hulha Negra
![]() |
| Maquete eletrônica traz ideia de como será a nova subsede |
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região recebeu do engenheiro Bruno Dias Robaina, responsável pela obra, a maquete digital da subsede da entidade em Hulha Negra. A expectativa é de que em 2016 seja realizada a inauguração do novo espaço destinado aos trabalhadores de Hulha Negra.
O trabalho, que iniciou em março, prevê duas etapas. Na primeira, serão construídos uma sala de espera, consultórios médico e odontológico, sala de reuniões, além de cozinha e banheiros. Em uma segunda etapa será erguido um salão de eventos, depósito e outras dependências para proporcionar conforto no atendimento aos associados. Quando toda a obra for finalizada, a área de edificação será de 663,61 metros quadrados.
O número de trabalhadores do município no setor de alimentação é expressivo.O Sindicato já presta atendimento em uma subsede provisória, localizada na Avenida Getúlio Vargas. Agora, a subsede será em terreno adquirido pela entidade, na Rua Laudelino da Costa Medeiros, 1279, área central do município.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Pelo segundo ano STIA/Bagé deve ajuizar dissídio coletivo para trabalhadores de padarias, engenhos, laticínios e pequenos frigoríficos
Diretoria vai pedir ao Ministério do Trabalho uma reunião visando a um acordo com sindicato patronal
O novo encontro realizado entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Bagé e Região (STIA/Bagé) eom o sindicato patronal mais uma vez não resultou em acordo. Com isso, permanece o impasse quanto ao dissídio dos trabalhadores de padarias, engenhos, laticínios e pequenos frigoríficos em relação ao período 2015/2016. O STIA deverá ajuizar um novo dissídio junto ao Tribunal Regional do Trabalho – assim como fizera em 2014. A data-base da categoria é 1º de junho. É o segundo ano consecutivo que pode resultado em ajuizamento do dissídio, algo que não ocorria desde 1989.
A representação das empresas segue intransigente em alguns pontos. Entre eles estão a desvinculação do Salário Normativo da categoria do Piso Mínimo Regional, o não pagamento das horas-extras trabalhadas aos domingos, feriados e dias compensados, dando folga em outro dia da semana a livre escolha do patrão e a criação do Banco de Horas, que em outras oportunidades já foi rejeitada pelos trabalhadores. Além disso, as empresas querem a retirada do auxílio escolar fornecido aos seus empregados. O Sindicato não abre mão dos direitos obtidos pelos trabalhadores.
Atendendo exigências da seção de Dissídios Coletivos do TRT, a direção do STIA irá solicitar uma reunião junto ao Ministério do Trabalho em Bagé para tentar chegar a um acordo conciliatório. Da mesma forma, as lideranças sindicais dos trabalhadores vão reforçar o pedido de realização de uma força-tarefa semelhante à realizada no Marfrig/Bagé em maio visando à inspeção quanto à segurança dos trabalhadores e as condições de trabalho oferecidas pelas empresas. O STIA recebe queixas de pessoas afastadas do trabalho por doenças relacionadas às atividades desenvolvidas.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
STIA/Bagé passa a integrar Federação Estadual de Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas de Alimentação
![]() |
| Gonçalves (à direita) e Cabral (de óculos) assumiram funções junto à federação |
No último dia 31 de julho houve a posse da diretoria da recém-criada Federação dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação no Rio Grande do Sul (FTICA-RS). O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) é uma das entidades fundadoras da federação, que tem o objetivo de fortalecer a luta sindical, buscando a garantia e a ampliação de direitos da categoria. A solenidade aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Panificação de Porto Alegre. Três diretores do STIA/Bagé integram a diretoria da FTICA-RS.
O vice-presidente do Sindicato de Bagé, Cláudio Gomes Gonçalves, assume como secretário-geral da federação. O presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, é suplente da diretoria. E a diretora do STIA/Bagé, Tanira Ramos dos Santos, assume como titular da Secretaria dos Direitos da Mulher da nova entidade. O coordenador da Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins no Rio Grande do Sul (CNTA-Sul), Darci Rocha, foi eleito presidente da FTICA-RS. O mandato da diretoria é de dois anos.
Além de Bagé, são co-fundadores da federação os sindicatos de trabalhadores na Alimentação de Alegrete, Camaquã, Dom Pedrito, Estrela, Ijui, Passo Fundo, Pelotas, São Gabriel, além da Panificação de Porto Alegre.
"É uma empreitada que se inicia. Iremos engrossar as fileiras em defesa da classe trabalhadora, tão sacrificada e pouco valorizada", enfatiza o secretário-geral Cláudio Gonçalves.
Assinar:
Postagens (Atom)




