quinta-feira, 9 de abril de 2015

Marfrig melhora proposta e acordo coletivo com sindicatos pode ser fechado nesta sexta-feira

Novo encontro entre as partes pode selar acordo coletivo entre sindicatos e empresa

Rodada de negociações ocorreu durante manhã e tarde no sindicato de Bagé 
Rui Mendonça (de azul) representou direção do Marfrig no encontro

      A quinta reunião de negociação entre o Marfrig Group e sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Alegrete, Bagé, Pelotas e São Gabriel apresentou avanços. O encontro foi realizado na sede do sindicato de Bagé neste dia 9 durante boa parte da manhã e tarde. Uma nova rodada de negociações acontece nesta sexta-feira, dia 10, a partir das 10h, no sindicato de Bagé, com expectativa de que o acordo coletivo de trabalho seja concluído.
      De acordo com o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, houve avanços por parte da empresa. A reunião contou com a presença do diretor do Marfrig da matriz em São Paulo,  Rui Mendonça Júnior, além dos assessores jurídicos Renato e William. "Desta vez houve avanços, apesar de ser uma reunião cansativa, acreditamos que possamos fechar o acordo", ressalta Cabral. Os índices de reposição salarial aos trabalhadores devem ser divulgados após o fechamento do acordo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Trabalhadores do Marfrig rejeitam proposta da empresa e paralisam atividades pela manhã em Bagé

Cerca de 700 trabalhadores paralisaram atividades no Marfrig em Bagé
No Pampeano Alimentos as assembleias foram realizadas nos turnos de entrada e saída dos trabalhadores, reunindo cerca de 1.400 funcionários

       Mais de 700 trabalhadores do Marfrig em Bagé paralisaram as atividades na manhã deste dia 8. Lideranças sindicais de municípios como Alegrete, Bagé, Camaquã, Dom Pedrito, Pelotas e São Gabriel participaram da mobilização, que tornou-se uma assembleia na porta da fábrica. 
      Os empregados do Marfrig demonstraram seu descontentamento com a proposta de 5% de reajuste salarial apresentada pela empresa no quarto encontro de negociação referente ao dissídio coletivo da categoria, cuja data-base é 1º de fevereiro - o Marfrig propôs a reposição da inflação mais 0,85% de aumento real. A possibilidade de greve não é descartada. Os funcionários do frigorífico também exigem melhores condições de trabalho e de segurança para os trabalhadores. 
       À tarde foi a vez de a mobilização chegar ao Pampeano Alimentos, em Hulha Negra. Cerca de 1.400 Trabalhadores da Marfrig Group participaram de uma assembleia na porta da indústrias e também reprovaram a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa. 
      A direção do Marfrig entrou em contato com os sindicatos e solicitou uma nova rodada de negociações neste dia 9 de abril. O encontro está marcado para as 10h, na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, na Rua Melanie Granier, 157. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Sindicatos rejeitam nova proposta do Marfrig e negociação de dissídio não avança

      Na tarde deste dia 7 o quarto encontro entre representantes do Marfrig Group e de sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Alegrete, Bagé, Pelotas e São Gabriel não apresentou novidades. Com isso as negociações do dissídio coletivo estão emperradas. A data-base dos trabalhadores do Marfrig é 1º de fevereiro.


      O gerente de Relações Trabalhistas da empresa, Jorge Salgado, e a gerente regional de Recursos Humanos da Região Sul do Marfrig, Tânia Maria Camejo, apresentaram uma nova proposta - 5% de reajuste salarial, sendo a reposição da inflação mais um aumento real de 0,85%. As lideranças sindicais, coordenadas pelo responsável pela da Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins - Sul (CNTA-Sul), Darci Pires da Rocha, responsável pela negociação, rejeitaram a proposta. Os sindicatos mantém a proposta de um reajuste de 16%, semelhante ao índice de reajuste do Piso Mínimo Regional de salários, bem como   um Salário Normativo de R$ 1.200,00, um Salário Profissional (Magarefe, Desossador e Faqueiros) no valo de R$ 1.280,00 e a manutenção das demais cláusulas.


      Não ficou definida uma data para nova rodada de negociações. "A empresa não atendeu as reivindicações trazidas pelos sindicatos. Agora não nos resta outra alternativa que não seja a mobilização, já que proposta não atende nem de longe os interesses dos trabalhadores", ressalta Rocha.


      Uma das propostas debatidas no encontro entre as lideranças sindicais é de que os sindicatos realizem assembleias nas portas das fábricas para ouvir diretamente os trabalhadores sobre os rumos que as negociações devem tomar. A data para a mobilização ainda não foi definida.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Sindicatos e Marfrig tem nova rodada de negociações neste dia 7 em Bagé

Marfrig apresentou proposta que foi rejeitada pelos sindicatos de trabalhadores na alimentação no último encontro

      Um novo encontro entre sindicatos de trabalhadores nas indústrias da alimentação de Alegrete, Bagé, Pelotas e São Gabriel com representantes do Marfrig Group acontece neste dia 7 de abril em Bagé. A reunião está marcada para as 14h na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do município, na Rua Melaniè Granier, 157. É o quarto encontro entre as partes. A data-base para os trabalhadores do Marfrig é 1º de fevereiro. Além de representantes sindicais, estará presente o coordenador das negociações por parte da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins - Sul (CNTA-Sul), Darci Pires da Rocha.
      O presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, espera que a empresa apresente uma proposta melhor, tendo em vista que nos encontros anteriores não houve grandes avanços. "A suba do dólar está beneficiando as exportações, o que é muito bom para as unidades do Marfrig em Bagé e Hulha Negra, cuja maioria da produção é destinada ao exterior. Não acreditamos que a situação esteja tão ruim, ainda mais com a notícia da compra de três plantas frigoríficas no Rio Grande do Sul pela empresa, em Alegrete, Capão do Leão e Mato Leitão", reforça Cabral.  A negociação envolveu ainda a compra, pelo Marfrig, de plantas frigoríficas em Pirenópolis (GO) e Tucumã (PA). No total, as cinco unidades representaram um investimento de R$ 418 milhões. 
      "Queremos que as empresas cresçam, mas os trabalhadores merecem ser valorizados. Muitas vezes esse crescimento vem às custas do sacrifício, do enfraquecimento e do adoecimento desses trabalhadores devido à sobrecarga, mas os lucros aparecem só para a empresa", pondera o líder sindical. 
      Os sindicatos também propõem um Salário Normativo de R$ 1.200,00, um Salário Profissional (Magarefe, Desossador e Faqueiros) no valo de R$ 1.280,00 e a manutenção das demais cláusulas. A empresa realizou uma proposta de reposição salarial de 4.13% mais 0,6% de aumento real.

terça-feira, 31 de março de 2015

Cancelado encontro de negociação entre Marfrig e sindicatos

      A quarta rodada de negociações entre o Marfrig Group e representantes dos sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Alegrete, Bagé, Pelotas e São Gabriel, que seria realizado neste dia 31 de março, acabou não ocorrendo.
      Em contato telefônico com o coordenador da Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins - Sul (CNTA-Sul), Darci Rocha, representantes da empresa informaram que manteriam a proposta apresentada no encontro anterior. Com base na informação, a rodada de negociações, que estava marcada para ocorrer em São Gabriel, foi cancelada.
      Agora as negociações ficam em compasso de espera, já que não há uma nova data definida pelo Marfrig e pelos sindicatos para uma nova reunião.
      A empresa realizou uma proposta de reposição salarial de 4.13% mais 0,6% de aumento real. A data-base da categoria é 1º de fevereiro. Os sindicatos destacam que o parâmetro de negociação dos trabalhadores é o índice do Piso Mínimo Regional - que o Tribunal de Justiça do Estado julgou procedente o reajuste de 16%¨aprovado pela Assembléia Legislativa e que aguardava julgamento do mérito, o que ocorreu no último dia 23 de março. Os sindicatos também propõem um Salário Normativo de R$ 1.200,00, um Salário Profissional (Magarefe, Desossador e Faqueiros) no valo de R$ 1.280,00 e a manutenção das demais cláusulas.

Marfrig compra unidades do Frigorífico Mercosul

Valor da transação será de 418 milhões de reais a serem pagos em nove anos, com carência de três anos

A empresa de alimentos Marfrig disse nesta segunda-feira que concluiu negociação para comprar plantas industriais do Frigorífico Mercosul que estavam arrendadas desde novembro de 2009.

O valor da transação será de 418 milhões de reais a serem pagos em nove anos, com carência de três anos.

As unidades estão localizadas em Capão do Leão (RS), Mato Leitão (RS), Pirenópolis (GO), Tucumã (PA), Nova Londrina (PR) e Alegrete (RS).

Fonte: Agência Reuters - publicada no site da Revista Exame em 30 de março de 2015.

sexta-feira, 27 de março de 2015

recado entendido pelos frigoríficos

Interdição temporária de uma das maiores unidades no Rio Grande do Sul deverá servir como efeito corretivo ao setor

Fonte: coluna de Joana Colussi, jornal Zero Hora - 27 de março de 2015

Após seis dias interditado, o Frigorífico Silva, de Santa Maria, foi liberado nesta quinta-feira pela fiscalização a retomar as atividades a partir desta sexta-feira. Conforme o Ministério Público do Trabalho (MPT), a indústria fez as adequações nas máquinas que ofereciam risco grave aos trabalhadores. Quanto ao processo produtivo, ou seja, o ritmo das atividades, o frigorífico comprometeu-se em reduzir de 690 para 580 o número de abates diários.

– O trabalho é todo manual, onde o limite humano deve ser respeitado – destaca o procurador do Trabalho Ricardo Garcia.

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A interdição temporária de um dos maiores frigoríficos bovinos do Rio Grande do Sul, com mais de 700 trabalhadores, deverá servir como efeito corretivo ao setor – um dos ramos de grande peso na economia gaúcha e o terceiro maior exportador. Presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados (Sicadergs), Ronei Lauxen, admite que todas as plantas frigoríficas necessitam de adequações.

– As empresas precisam se adaptar, mas isso não se faz da noite para o dia – disse Lauxen, após participar de reunião quinta-feira com a cadeia produtiva em Porto Alegre.

A alegação da indústria é de que as adequações exigem investimentos em um momento de retração da economia e ociosidade de 30% das linhas de produção. Pelo que se viu em Santa Maria, no entanto, o custo para adequar-se parece ser bem menor do que as multas aplicadas.

– A planta fez as adaptações nas máquinas em seis dias, gastando pouco mais de R$ 5 mil, com soluções caseiras – conta o procurador do Trabalho.

O que se espera, com o aperto na fiscalização de frigoríficos, é de que as empresas se adaptem às normas estabelecidas para proteger a saúde de trabalhadores diariamente expostos a extremo esforço físico em ambiente frio e úmido.

– Se todos os frigoríficos tiverem entendido o recado, na próxima força-tarefa iremos tomar cafezinho – conclui Garcia, que coordena a operação com auditores do Ministério do Trabalho e Emprego.