quinta-feira, 30 de março de 2017
Terceira reunião entre Sindicatos e Marfrig termina sem acordo
Na tarde deste dia 30 representantes de sindicatos de trabalhadores nas Indústrias de alimentação de Bagé, Alegrete, São Gabriel e Pelotas estiveram reunidos na sede do sindicato de Bagé com representantes do Marfrig Group para a terceira reunião de negociação do acordo coletivo de trabalho para 2017. A reunião, mais uma vez, não resultou em acordo entre as partes. A data-base para os trabalhadores do Marfrig é 1º de fevereiro.
O grande entrave é que a empresa insiste na retirada de conquistas dos trabalhadores. Entre elas a diminuição do tempo para troca de uniforme - hoje em 30 minutos e que o Marfrig quer reduzir para 15 minutos. Cláusulas como o adicional noturno e a cobrança do transporte dos trabalhadores até a fábrica e vice-versa (que hoje é gratuito) também integram a proposta do Marfrig.
Ao final do encontro, os sindicatos apresentaram uma proposta à empresa. Um reajuste linear de 6.48%, o cartão-alimentação (para os trabalhadores do Marfrig Bagé) no valor de R$ 210,00 e a manutenção das demais cláusulas do acordo.
Os representantes do Marfrig no encontro solicitaram um prazo até dia 7 de abril para analisar a proposta e dar o retorno. O motivo é que dois diretores da empresa estão viajando e não foi possível manter contato telefônico. A diretoria do Sindicato reforça que o processo de negociação é lento, mas que a situação exige prudência. "Recebemos reclamações de companheiros pela demora nas negociações, mas não podemos deixar que as conquistas sejam retiradas", frisa o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral.
terça-feira, 28 de março de 2017
Representantes de sindicatos e Marfrig vão ter rodada de negociação em Bagé no dia 30
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| Marfrig apresentou proposta abaixo da inflação na segunda reunião entre as partes que ocorreu em Porto Alegre |
Sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação e o Marfrig Group tem uma nova rodada de negociações visando ao Acordo Coletivo de Trabalho da campanha salarial 2017. Desta vez o encontro será em Bagé neste dia 30 de março, a partir das 14h, em local a ser definido. A data-base dos trabalhadores do Marfrig é 1º de fevereiro. Participam representantes sindicais de Bage, Alegrete, Pelotas e São Gabriel - onde o Marfrig tem plantas frigoríficas. Nos dois primeiros encontros não houve avanços.
No último encontro, os representantes do frigorífico apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 5% - índice abaixo da inflação no período de 12 meses (de fevereiro/2016 a janeiro/2017), que ficou em 5,44%. A grande discussão é no fato de que a empresa propõe retirar direitos dos trabalhadores - alguns itens já constam nos acordos há mais de 20 anos, como o adicional noturno. Outra ideia da empresa é cobrar pelo transporte dos trabalhadores até a fábrica e vice-versa (que hoje é gratuito) e retirar o pagamento dos 30 minutos para troca de uniforme, entre outros.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral, reforça a necessidade de uma proposta mais efetiva, que vá ao encontro das necessidades dos empregados. "Só quem pode decidir a retirada de direitos e de conquistas é o trabalhador. Esperamos que esta seja a última reunião e que tenhamos resultados mais positivos porque evoluímos pouco até agora", frisa o líder sindical.
domingo, 26 de março de 2017
quinta-feira, 23 de março de 2017
STIA/Bagé participa do VII Torneio Integração em Bom Retiro do Sul
quinta-feira, 16 de março de 2017
Trabalhadores do Pampeano reclamam sobre qualidade do arroz oferecido na Cesta de Alimentos
Em agosto de 2016 o Sindicato já havia alertado sobre a troca de fornecedor da Cesta de Alimentos do Pampeano Marfrig em Hulha Negra, pedindo aos trabalhadores que ficassem atentos à qualidade dos produtos, como por exemplo arroz, feijão e café. Três meses depois, em reunião de diretoria, as queixas se acumulavam quanto às condições de alguns produtos, fato que motivou uma nota oficial do Sindicato a respeito do assunto. Só que agora a situação ganhou um novo episódio, de forma lamentável. Trabalhadores do Pampeano levaram ao conhecimento do Sindicato que receberam arroz mofado na cesta de alimentos referente a fevereiro, entregue na primeira semana de março.
O fato provocou revolta na direção do Sindicato. Com as imagens, o presidente Luiz Carlos Cabral encaminhou ao gerente para assuntos sindicais do Marfrig, Benedito Varaldo Nascimento, uma reclamação formal sobre a má qualidade dos produtos oferecidos, já que a cesta de alimentos é um patrimônio salarial do trabalhador. O Sindicato quer que, no mínimo, a empresa ofereça a mesma qualidade da cesta entregue anteriormente aos empregados.
“Já havíamos tornado público esse descontentamento em outras oportunidades. A empresa quer economizar e é o trabalhador quem paga o pato por isso, não admitimos”, ressalta Cabral. As imagens do arroz “embolorado” são reproduzidas em grupos do whatsapp. “Cremos que a troca da fornecedora ocorreu ano passado por contenção de despesas. Uma empresa do tamanho do Marfrig, que lida com alimentos, tem que oferecer produtos dignos e com qualidade aos seus empregados. Que imagem isso passa à sociedade como um todo?”, questiona Cabral.
terça-feira, 7 de março de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Segundo encontro entre sindicatos e Marfrig não apresenta avanço significativo
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| Marfrig apresentou proposta abaixo da inflação na segunda reunião entre as partes |
Mais uma vez os representantes de sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Bage, Alegrete, Pelotas e São Gabriel saíram frustrados de uma rodada de negociações com representantes do Marfrig Group. O encontro ocorreu na Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins - Sul (CNTA-Sul), em Porto Alegre. A data-base dos trabalhadores do Marfrig é 1º de fevereiro.
Desta vez os representantes do frigorífico apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 5% - índice abaixo da inflação no período de 12 meses (de fevereiro/2016 a janeiro/2017), que ficou em 5,44%. Entretanto, há um agravante. O piso normativo da categoria é vinculado ao Piso Mínimo Regional de salários. A proposta de reajuste do Piso Regional, encaminhada à Assembleia Legislativa, ainda não foi votada. O percentual é de 6,48% - as centrais sindicais exigem 10,45%, o que inclui a reposição da inflação e aumento real. Não há previsão para a votação do Piso Regional no parlamento gaúcho.
O Marfrig reforçou a ideia de retirar direitos dos trabalhadores - alguns itens já constam nos acordos há mais de 20 anos, como o adicional noturno. Outra ideia da empresa é cobrar pelo transporte dos trabalhadores até a fábrica e vice-versa (que hoje é gratuito) e retirar o pagamento dos 30 minutos para troca de uniforme, entre outros. "Só quem pode decidir a retirada de direitos e de conquistas é o trabalhador. Se for necessário, realizaremos uma assembleia e iremos ouvir os empregados, mas o sindicato não vai ficar com este peso de decidir pela retirada de conquistas, só o trabalhador pode dizer se aceita ou não", destaca o presidente do Sindicato de Bagé, Luiz Carlos Cabral.
Clima favorável
O presidente do STIA/Bagé enfatiza que as análises de mercado apontam um crescimento do setor frigorífico para 2017 e, maior ainda, para 2018. O consultor e Diretor-fundador da Scot Consultoria, Alcides Torres, haverá uma virada de ciclo importante, embora com limitações de oferta. Mas a demanda pela carne brasileira é crescente, tanto no mercado interno quanto externo, com a abertura de mercados como Estados Unidos, China e Egito, devem continuar colaborando para o bom desempenho dos embarques no ano que vem. “Esses novos mercados dão potencial para que o Brasil expandir suas exportações e, vale ressaltar que pagam mais pela carne”, lembra Torres.
Cabral lamenta que o Marfrig não leve em conta esse tipo de análise nas negociações. "O clima está favorável, reforçamos que estão sobrando bois no campo e os abates continuam a todo vapor", pondera o líder sindical. "O grande problema é o monopólio do setor frigorífico, onde a intenção é explorar todo mundo, desde o produtor rural, que cuida dos bois, até o trabalhador da indústrias, que tem em suas costas a exigência e a pressão por produzir cada vez mais, sem ter o reconhecimento salarial e de seus direitos no momento da negociação", frisa o presidente.
A retirada de direitos, na avaliação de Cabral, é reflexo de uma condução desastrosa para os trabalhadores em nível federal. "Vemos o governo Temer querer mexer em itens como a Previdência e as Leis Trabalhistas não para agregar algo de positivo, só para reforçar o caixa do próprio governo e fazer com que o trabalhador pague pela irresponsabilidade dos governos ao longo das últimas décadas", afirma o líder sindical. "Isso se reflete no comportamento da empresa, que acaba explorando o trabalhador porque o exemplo que vem de cima é esse", complementa Cabral.
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