sábado, 4 de abril de 2020

Após pedido do STIA/Bagé à Justiça do Trabalho, Pampeano encaminha relatório com atendimento a medidas de proteção aos trabalhadores


      A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região recebeu um relatório do Pampeano Alimentos, em Hulha Negra, destacando as principais alterações realizadas na planta frigorífica em virturde do Covid-19 (novo Coronavírus). Uma boa parte das modificações ocorreu após o Sindicato ajuizar uma ação na Vara do Trabalho em Bagé em atentado contra a saúde pública, visando à proteção da segurança dos trabalhadores durante a pandemia.
      Em audiência realizada no dia 25 de março por teleconferência, com a participação do Sindicato, Ministério Público do Trabalho e da empresa, a juíza Marcele Antoniazzi após analisar a manifestação do sindicato, solicitou uma série de providências a serem tomadas visando garantir condições de atendimento às normas sanitárias estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde para segurança da atuação dos trabalhadores no frigorífico.
Inclusive solicitando às vigilâncias sanitárias dos dois municípios o acompanhamento das condições de trabalho nos setores das industrias.  
      Na última semana o Pampeano encaminhou ao Sindicato um relatório escrito, com fotos, comprovando as principais modificações, além das medidas que já haviam sido adotadas anteriormente. As alterações precisam, também, ser encaminhadas à Justiça do Trabalho.        
Entre as medidas estão:
- Colocação de ponto com pia e dispositivo com sabão líquido para que os caminhoneiros terceirizados possam lavar as mãos, mantendo a prevenção e evitando contaminação e propagação do vírus.
- Funcionários de empresas terceirizadas que, após a triagem na portaria, apresentem algum sintoma, são encaminhados ao ambulatório onde passam por nova avaliação para saber se vão poder ter acesso a empresa ou não, a partir dos sintomas presentes.
- O mesmo está acontecendo com os colaboradores da empresa, todos que estão apresentando quaisquer sintomas relacionados, estão sendo encaminhados para avaliação no ambulatório e, se indicado, permanecem afastados do seus setores para passar por consulta com a médica do trabalho.
- O laboratório da unidade produziu a diluição de Ácido Peracético com o objetivo de realizar a sanitização em telefones, teclados, mesas etc..
- Foram realizados processos de sanitização (desinfecção) nas áreas interna e externa, portaria, incluindo os corredores de acesso entre os setores.
- Houve a ampliação entre o refeitório e área de lazer, com o objetivo de ampliar as áreas com o maior acúmulo de colaboradores, desta forma é realizado o espaçamento entre as mesas e atendendo o distanciamento mínimo. Foi instalada uma tenda para ser provisoriamente a área de lazer dos colaboradores, estando em local ventilado, garantindo o distanciamento dos colaboradores, prevenindo a contaminação.
- Com o objetivo de reduzir a proximidade entre os colaboradores, foi adotada a medida de diminuir o efetivo durante o transporte, limitando no máximo 22 passageiros por viagem e padronizando um passageiro a cada dois bancos.
Está sendo realizada a triagem dos trabalhadores, os quais são monitorados para acesso a unidade,com a verificação da temperatura (ponto de corte 37.8⁰) no momento em que ele saem do ônibus, com o objetivo de realizar a remoção imediata dos casos suspeitos.
- Foram retiradas as cortinas dos ônibus, com o objetivo de reduzir a contaminação dos colaboradores com o tecido das cortinas. Assim como a troca e Sanitização de todas as capas dos bancos. Estas ações são preventivas e tem como foco eliminar pontos de contaminação entre os trabalhadores. Também ocorreu a abertura da escotilhas dos ônibus, para realizar a troca do ar atmosférico e desta forma minimizar uma possível contaminação.Todos os veículos de transporte também passam por processo de higienização.
- Foram instaladas pias no acesso ao refeitório, com sabão e álcool gel, com o objetivo de higienizar as mãos dos colaboradores antes das refeições. Além da demarcação nos corredores do refeitório e áreas externas, realizando assim o espaçamento entre os colaboradores e evitando o contágio.
- Foram realizadas demarcações em áreas como refeitório, vestiários, relógio ponto e no acesso à planta frigorífica, num distanciamento de um metro. No acesso à entrada do frigorífico foi realizada pintura do piso para obediência à distância. 
- Foi realizado no setor da rotulagem o prolongamento da esteira a fim de aumentar o espaçamento entre os trabalhadores, além da confecção de uma barreira de acrílico para evitar o contato entre os mesmos. No setor da fábrica de latas a confecção de uma barreira de acrílico, a fim de evitar o contato entre os colaboradores.
- Os trabalhadores  que foram identificados com os grupos de risco em relação a exposição do vírus foram liberados entre sete e 14 dias dependendo da situação, em atendimento a medida provisória do governo federal de nº 927 de março de 2020. A Empresa possui médico na unidade que atende todos os dias, monitorando os colaboradores, aqueles que apresentem sintomas de resfriados são liberados e monitorados. A empresa informou ainda manter contato constante com as secretarias de Saúde de Bagé e Hulha Negra.

"Queremos aqui parabenizar a direção do Pampeano por ter tomado as medidas estabelecidas na audiência. E reforçar a importância do Sindicato, que entrou com a ação para pedir à Justiça que pudesse intermediar uma solução para, ao menos, garantir maior tranquilidade ao trabalhador e sua família" ressalta o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral.
O líder sindical destaca que a empresa, através de seus diretores e técnicos, tem se colocado à disposição do Sindicato para discutir e acatar alguma ideia ou sugestão para melhorar ou amenizar a situação da pandemia que vivemos no momento. 
Marfrig/Bagé
O Sindicato aguarda que o Marfrig/Bagé também realize o encaminhamento de soluções após a audiência por teleconferência. “Não recebemos ainda nenhuma informação, nenhum documento, de que o frigorífico em Bagé atendeu aos pedidos realizados pelo Sindicato na audiência. Esperamos que o Marfrig realize os procedimentos em relação a normas sanitárias, de proteção ao trabalhador  em relação ao distanciamento e redução de contingente das equipes de trabalho", pondera Cabral.
Agradecimento
O Sindicato também destaca a boa vontade, interesse e solidariedade dos vereadores de Hulha Negra, Marcus Leitzke e Jorge Antônio (Coruja, que é suplente), e de Bagé, Ronaldo Hoesel. “Independente de questões político-partidárias, mas os vereadores se solidarizaram com a situação dos trabalhadores do Pampeano e do Marfrig/Bagé por se tratar de um serviço essencial”, reforça Cabral. 


quarta-feira, 1 de abril de 2020

ATENÇÃO: FUNCIONAMENTO DO SINDICATO



O Sindicato informa que, seguindo orientações da Carta de Notificação 2602/2020, do Ministério Público do Trabalho, a partir do dia 6 de abril de 2020 (segunda-feira) estará atendendo em meio-expediente, no turno da manhã.O Sindicato destaca, ainda, que os atendimentos médicos seguem sendo realizados mediante agendamento, pelo telefone (53) - 3242-3778. Os atendimentos dos dentistas também podem ser agendados por telefone, mas devido às recomendações das autoridades de saúde só estamos realizando atendimentos de extrema urgência. 

quinta-feira, 26 de março de 2020

Teleconferência debate situação dos trabalhadores do Marfrig/Bagé e do Pampeano Alimentos

Divulgação ASCOM TRT 4ª Região


Uma teleconferência realizada ontem tratou sobre as condições de trabalho no Marfrig/Bagé e no Pampeano Alimentos em Hulha Negra. A audiência online foi conduzida pela juíza do trabalho Marcele Antoniazzi. Participaram representantes do Marfrig, do Ministério Público do Trabalho, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral, e o coordenador do Departamento Jurídico do Sindicato, Álvaro Pimenta Meira. O Sindicato havia ajuizado ação solicitando providências quanto à saúde e segurança dos trabalhadores dos dois frigoríficos.

A solicitação da audiência partiu do Sindicato, por intermédio de um processo judicial, que foi recebido em plantão judiciário. A preocupação do Sindicato acontece desde o início da chegada do Covid-19 (Coronavírus) ao Rio Grande do Sul. Dezenas de trabalhadores manifestaram sua preocupação em contato com a entidade sindical ou pelas redes sociais. “Tomamos todas as providências que estavam ao nosso alcance. Só precisamos esclarecer aos trabalhadores que não temos o poder de fazer a empresa parar com as atividades nos frigoríficos por amparo de lei federal, por mais que muitos não consigam entender isso”, desabafa Cabral.

Atualmente a empresa conta com 1.230 trabalhadores no Pampeano e cerca de 600 em Bagé. O Marfrig informou na teleconferência que afastou 58 trabalhadores em Bagé e 134 no Pampeano que estavam em grupos de risco ou apresentando sintomas de gripe.

O Marfrig alegou que as equipes de trabalho da empresa realizaram diversos procedimentos de segurança. Entretanto, a juíza solicitou que o Marfrig e Pampeano  realizem outras providências – como a demarcação dos espaços para marcação do ponto e da espera para o transporte, o estudo sobre a retirada das catracas na entrada da planta frigorífica e que a empresa tome providencias para o distanciamento dos trabalhadores nos setores de trabalho.

Outra medida solicita é junto à Rodan (empresa terceirizada que faz o transporte dos trabalhadores para as duas plantas) para que veja a possibilidade da retirada dos lacres das janelas dos ônibus, para melhorar a ventilação. Outro ponto questionado por Cabral diz respeito a um lugar adequado para os trabalhadores do Pampeano descansarem nos horários de intervalo entre uma jornada e outra - que é de no mínimo uma hora. Agora, com a adequação do local que os trabalhadores utilizam para descanso foi usado para aumentar a área do refeitório, não tendo um lugar adequado para esta finalidade. Cabral destaca que, muitas vezes, o trabalhador precisa buscar abrigo na sombra das arvores ou dos galpões, isto e vergonhoso e constrogedor salienta Cabral.

As empresas precisam informar a juíza ate às 20h desta quinta-feira (26) que providencias foram tomadas neste sentido. Outra preocupação do Sindicato que ficou esclarecido é que o Marfrig se comprometeu a pagar o salário dos trabalhadores que estão sendo afastados da empresa por problemas de saúde.

Caixas eletrônicos em Hulha Negra

Cabral relatou que os dois caixas automáticos do Banco do Brasil em Hulha Negra não estão funcionando novamente. “Para os trabalhadores isto já não e novidade, sendo que estes são obrigados a se deslocar a Bagé, seja por veículo próprio, seja por carona ou por ônibus para poder acessar seu dinheiro”, ressalta o presidente. “A situação já é complicada, mas agora nesse período de receio dos trabalhadores com o coronavírus, se torna ainda pior”, complementa Cabral”.

 O Marfrig se comprometeu a solucionar mais este problema  com o Banco do Brasil a providenciar junto à instituição financeira o conserto dos caixas eletrônicos. Cabral disse que os trabalhadores têm ficado na mão há pelo menos quatro, cinco anos, já que o Banco do Brasil não tem dado uma  assistência  efetiva a estes caixas em Hulha Negra. E que a empresa tem opção de outros bancos na cidade, como o Banrisul e Sicredi  - que inclusive tem agências em Hulha Negra. Um dos representantes do Marfrig,que participou direto de São Paulo Heraldo Geres, disse que, se necessário, a empresa irá acionar a direção do banco em Brasília para resolver a situação o mais rápido possível. 

terça-feira, 24 de março de 2020

ATENÇÃO - horário de expediente do Sindicato



Informarmos aos trabalhadores e associados que o horário de funcionamento do Sindicato é das 8h às 11h30min e das 13h às 16h.
Estamos trabalhando com equipe reduzida e adotando as medidas recomendadas pelas autoridades de saúde.
Depois que passarmos esse momento complicado para todos nós, da pandemia do Coronavírus, voltaremos a atender no horário normal.
Informamos, também, que o atendimento médico está sendo realizado mediante agendamento. Nosso telefone para contato é (53) - 3242-3778. A procura tem sido intensa, mas estamos conseguindo atender a demanda com esse procedimento. As consultas para os dentistas, estas sim, também são realizadas mediante agendamento, mas apenas em casos de extrema urgência.

domingo, 22 de março de 2020

𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐨𝐟𝐢𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐒𝐓𝐈𝐀/𝐁𝐚𝐠é 𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐧𝐨 𝐌𝐚𝐫𝐟𝐫𝐢𝐠/𝐁𝐚𝐠é 𝐞 𝐏𝐚𝐦𝐩𝐞𝐚𝐧𝐨 𝐀𝐥𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 (𝐇𝐮𝐥𝐡𝐚 𝐍𝐞𝐠𝐫𝐚) 𝐞 𝐝𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐜𝐞𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐚 𝐬𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐧𝐨 𝐒𝐢𝐧𝐝𝐢𝐜𝐚𝐭𝐨

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região vem a público esclarecer fatos a respeito das condições de trabalho nos maiores frigoríficos da região (Marfrig/Bagé e Pampeano Alimentos):
A diretoria do Sindicato já esteve reunida com representantes das duas plantas frigoríficas em várias oportunidades e por e-mail e via telefone com diretores da empresa em São Paulo, atendendo apelos dos trabalhadores que pediram a suspensão das atividades por alguns dias ou a redução do contingente para diminuir a aglomeração de trabalhadores. A preocupação é porque essa aglomeração se caracteriza nos ônibus, vestiários, refeitório e nos próprios setores de produção destas empresas – que em alguns casos, devido à   atividade produtiva, exige um numero maior de pessoas. Entretanto, entendemos que, em um momento como este, esse contingente de pessoas pode ser reduzido, por conta dos casos de Coronavírus já confirmados em Bagé e o receio de aumento do contágio da doença. 
Entretanto, fomos informados pelo Marfrig de que como a indústria trata de alimentos, não é possível paralisar a produção. A alegação é de que em período de calamidade pública (não apenas Bagé e o Estado, mas agora o Brasil está nesta condição oficialmente) o país precisa manter o funcionamento industrial para evitar riscos de desabastecimento. 
O Sindicato reforçou o pedido de que a medida seja reavaliada caso a caso, devido a condições de trabalhadores com mais de 60 anos,  gestantes e pessoas que possam integrar grupos de risco de contágio, como trabalhadores com doenças crônicas. Da mesma forma, o Sindicato solicitou que os veículos que transportam os trabalhadores sejam higienizados de forma mais intensa. A empresa afirma que está tomando medidas para garantir a segurança dos trabalhadores, como distanciamento no refeitório, disponibilização de álcool gel, etc., mas nosso entendimento e que só isso não resolve. O Sindicato reforça que está atento e tomando todas as medidas cabíveis que o momento exige em defesa do trabalhador inclusive judicial se for necessário. Entretanto, como a condição é atípica, não tem o poder de exigir que a empresa paralise – até por conta das restrições legais quanto ao setor da alimentação. 
As direções locais dos frigoríficos alegam que a orientação vem da matriz de São Paulo e que, em princípio, não há intenção de paralisar as atividades. A empresa divulgou, inclusive, uma nota oficial no sábado (21) onde relata, em resumo, tudo aquilo que já havia sido apresentado ao Sindicato e reforçando que não pretende suspender suas atividades nem alterar sua rotina.
Salientamos que tanto os trabalhadores como a direção do Sindicato não querem que a empresa feche, mas que neste momento haja uma redução em sua produção e desta forma também haverá uma redução de trabalhadores. 
Lamentamos essa medida da empresa. Mas reforçamos aos trabalhadores que continuaremos lutando para, no mínimo, amenizar a situação gravíssima que enfrentamos no momento. 
Outra informação, já publicada em nossas redes sociais, mas agora reforçada: decidimos manter os atendimentos médicos em nossa sede social em Bagé e Hulha Negra. Diversos trabalhadores manifestaram contrariedade à posição tomada pelo Sindicato de suspender os atendimentos na área de saúde por 15 dias. Por conta disso, a diretoria decidiu rever a posição e disponibilizar o atendimento médico, somente para  os casos excepcionais com os devidos cuidados sanitários e respeitando as normas de saúde, enquanto houver a situação de Calamidade Pública. Para tanto as consultas para os médicos a partir de terça feira (dia 24 de março) poderão ser marcadas através do telefone 3242-3778 a partir das 8h.  O atendimento odontológico também a mesma coisa só casos de extrema urgência. Vale destacar que já consultamos as autoridades municipais sobre a vigência do Decreto de Calamidade Pública e estamos dentro das normais para prestar o atendimento. 
Para tanto pedimos a compreensão e a colaboração de todos neste momento que estamos enfrentando. 

sexta-feira, 20 de março de 2020

Comunicado do STIA/Bagé a respeito das atividades no Marfrig/Bagé e Pampeano Alimentos (Hulha Negra)



O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé vem a público esclarecer fatos a respeito das condições de trabalho nos maiores frigoríficos da região (Marfrig/Bagé e Pampeano Alimentos):
A diretoria do Sindicato está vigilante e desde o dia 13 encaminhou oficío ao diretor de Assuntos Sindicais do Marfrig, Benedito Varaldo Nascimento, solicitando procedimentos a serem adotados. A diretoria esteve reunida pessoalmente com representantes das duas plantas frigoríficas, atendendo apelos dos trabalhadores que pediram a suspensão das atividades por causa dos casos de Coronavírus já confirmados em Bagé e o receio de aumento do contágio da doença. Entretanto, fomos informados pelo Marfrig de que como a indústria trata de alimentos, não é possível paralisar a produção. A alegação é de que em período de calamidade pública (não apenas Bagé e o Estado, mas agora o Brasil está nesta condição oficialmente, após aprovação do Senado Federal na manhã desta sexta-feira, 20 de março) o país precisa manter o funcionamento industrial para evitar riscos de desabastecimento. 
O Sindicato reforçou o pedido de que a medida seja reavaliada caso a caso, devido a condições de trabalhadores com mais de 60 anos,  gestantes e pessoas que possam integrar grupos de risco de contágio, como trabalhadores com doenças crônicas. Da mesma forma, o Sindicato solicitou que os veículos que transportam os trabalhadores sejam higienizados de forma mais intensa. A empresa afirma que está tomando medidas para garantir a segurança dos trabalhadores, como distanciamento no refeitório, disponibilização de álcool gel.
O Sindicato reforça que toma as medidas em defesa do trabalhador. Entretanto, como a condição é atípica, não tem o poder de exigir que a empresa paralise – até por conta das restrições legais quanto ao setor da alimentação. O Marfrig alega que as orientações vem da matriz de São Paulo e que, em princípio, não há intenção de paralisar as atividades.
Tal fato, aliás, foi destacado pelo prefeito de Bagé, Divaldo Lara, em manifestação na tarde desta sexta-feira, pelas redes sociais. Ao ser questionado em entrevista coletiva sobre a situação dos trabalhadores dos frigoríficos, o prefeito relatou exatamente o que disseram ao Sindicato: que não há amparo legal nos decretos estadual e municipal para paralisação das atividades do Marfrig, mas que irá buscar uma alternativa jurídica nos próximos dias. 
Outra informação, já publicada em nossas redes sociais, mas agora reforçada: decidimos manter os atendimentos médicos em nossa sede social em Bagé. Diversos trabalhadores manifestaram contrariedade à posição tomada pelo Sindicato de suspender os atendimentos na área de saúde por 15 dias. Por conta disso, a diretoria decidiu rever a posição e disponibilizar o atendimento de ao menos um médico, com os devidos cuidados sanitários e respeitando as normas de saúde, enquanto houver a situação de Calamidade Pública. 

quinta-feira, 19 de março de 2020

ATENÇÃO - NOTA OFICIAL DO STIA/BAGÉ

      A Diretoria do Sindicato comunica aos associados e seus dependentes que, atendendo recomendações das normas técnicas da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde, dos governos estadual e municipal, e considerando que no município de Bagé foram confirmados dois casos positivos do novo coronavírus (Covid-19), decide SUSPENDER OS ATENDIMENTOS NA ÁREA DA SAÚDE POR 15 DIAS, a contar do dia 20 de março de 2020.
      Os demais atendimentos serão realizados mediante agendamento, pelo fone (53) - 3242-3778.