terça-feira, 28 de março de 2017

Representantes de sindicatos e Marfrig vão ter rodada de negociação em Bagé no dia 30

Marfrig apresentou proposta abaixo da inflação na segunda reunião entre as partes que ocorreu em Porto Alegre

      Sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação e o Marfrig Group tem uma nova rodada de negociações visando ao Acordo Coletivo de Trabalho da campanha salarial 2017. Desta vez o encontro será em Bagé neste dia 30 de março, a partir das 14h, em local a ser definido. A data-base dos trabalhadores do Marfrig é 1º de fevereiro. Participam representantes sindicais de Bage, Alegrete, Pelotas e São Gabriel - onde o Marfrig tem plantas frigoríficas. Nos dois primeiros encontros não houve avanços. 
      No último encontro, os representantes do frigorífico apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 5% - índice abaixo da inflação no período de 12 meses (de fevereiro/2016 a janeiro/2017), que ficou em 5,44%. A grande discussão é no fato de que a empresa propõe retirar direitos dos trabalhadores - alguns itens já constam nos acordos há mais de 20 anos, como o adicional noturno. Outra ideia da empresa é cobrar pelo transporte dos trabalhadores até a fábrica e vice-versa (que hoje é gratuito) e retirar o pagamento dos 30 minutos para troca de uniforme, entre outros. 
      O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral, reforça a necessidade de uma proposta mais efetiva, que vá ao encontro das necessidades dos empregados. "Só quem pode decidir a retirada de direitos e de conquistas é o trabalhador.  Esperamos que esta seja a última reunião e que tenhamos resultados mais positivos porque evoluímos pouco até agora", frisa o líder sindical. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

STIA/Bagé participa do VII Torneio Integração em Bom Retiro do Sul

Equipe de futebol sete é a atual tetracampeã do Torneio



      Na madrugada desta sexta-feira uma delegação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região irá se dirigir a Bom Retiro do Sul para participar da sétima edição do Torneio Integração. Na oportunidade, haverá também o lançamento oficial da Campanha Salarial 2017 do setor da alimentação. A programação será realizada no dia 25.
      Participam do VII Torneio Integração os sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Bagé, Alegrete, Pelotas, São Gabriel, Camaquã, Panificação de Porto Alegre, Dom Pedrito, Passo Fundo e Santo Ângelo. A promoção é da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins - Sul (CNTA-Sul), com apoio dos sindicatos filiados.
      A delegação de Bagé estará representada no Futsal (categorias Livre e Máster), além do Futebol Sete - da qual a equipe do STIA é a atual tetracampeã. Mas a competição contará ainda com disputas de Rústica, Canastra e o Musicanto. A organização é do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Estrela.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Trabalhadores do Pampeano reclamam sobre qualidade do arroz oferecido na Cesta de Alimentos











      Em agosto de 2016 o Sindicato já havia alertado sobre a troca de fornecedor da Cesta de Alimentos do Pampeano Marfrig em Hulha Negra, pedindo aos trabalhadores que ficassem atentos à qualidade dos produtos, como por exemplo arroz, feijão e café. Três meses depois, em reunião de diretoria, as queixas se acumulavam quanto às condições de alguns produtos, fato que motivou uma nota oficial do Sindicato a respeito do assunto. Só que agora a situação ganhou um novo episódio, de forma lamentável. Trabalhadores do Pampeano levaram ao conhecimento do Sindicato que receberam arroz mofado na cesta de alimentos referente a fevereiro, entregue na primeira semana de março.
      O fato provocou revolta na direção do Sindicato. Com as imagens, o presidente Luiz Carlos Cabral encaminhou ao gerente para assuntos sindicais do Marfrig, Benedito Varaldo Nascimento, uma reclamação formal sobre a má qualidade dos produtos oferecidos, já que a cesta de alimentos é um patrimônio salarial do trabalhador.  O Sindicato quer que, no mínimo, a empresa ofereça a mesma qualidade da cesta entregue anteriormente aos empregados.
      “Já havíamos tornado público esse descontentamento em outras oportunidades. A empresa quer economizar e é o trabalhador quem paga o pato por isso, não admitimos”, ressalta Cabral. As imagens do arroz “embolorado” são reproduzidas em grupos do whatsapp. “Cremos que a troca da fornecedora ocorreu ano passado por contenção de despesas. Uma empresa do tamanho do Marfrig, que lida com alimentos, tem que oferecer produtos dignos e com qualidade aos seus empregados. Que imagem isso passa à sociedade como um todo?”, questiona Cabral. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Segundo encontro entre sindicatos e Marfrig não apresenta avanço significativo

Marfrig apresentou proposta abaixo da inflação na segunda reunião entre as partes

      Mais uma vez os representantes de sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Bage, Alegrete, Pelotas e São Gabriel saíram frustrados de uma rodada de negociações com representantes do Marfrig Group. O encontro ocorreu na Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins - Sul (CNTA-Sul), em Porto Alegre. A data-base dos trabalhadores do Marfrig é 1º de fevereiro.
      Desta vez os representantes do frigorífico apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 5% - índice abaixo da inflação no período de 12 meses (de fevereiro/2016 a janeiro/2017), que ficou em 5,44%. Entretanto, há um agravante. O piso normativo da categoria é vinculado ao Piso Mínimo Regional de salários. A proposta de reajuste do Piso Regional, encaminhada à Assembleia Legislativa, ainda não foi votada. O percentual é de 6,48% - as centrais sindicais exigem 10,45%, o que inclui a reposição da inflação e aumento real. Não há previsão para a votação do Piso Regional no parlamento gaúcho.
      O Marfrig reforçou a ideia de retirar direitos dos trabalhadores - alguns itens já constam nos acordos há mais de 20 anos, como o adicional noturno. Outra ideia da empresa é cobrar pelo transporte dos trabalhadores até a fábrica e vice-versa (que hoje é gratuito) e retirar o pagamento dos 30 minutos para troca de uniforme, entre outros. "Só quem pode decidir a retirada de direitos e de conquistas é o trabalhador. Se for necessário, realizaremos uma assembleia e iremos ouvir os empregados, mas o sindicato não vai ficar com este peso de decidir pela retirada de conquistas, só o trabalhador pode dizer se aceita ou não", destaca o presidente do Sindicato de Bagé, Luiz Carlos Cabral.
Clima favorável
      O presidente do STIA/Bagé enfatiza que as análises de mercado apontam um crescimento do setor frigorífico para 2017 e, maior ainda, para 2018. O consultor e Diretor-fundador da Scot Consultoria, Alcides Torres, haverá uma virada de ciclo importante, embora com limitações de oferta. Mas a demanda pela carne brasileira é crescente, tanto no mercado interno quanto externo, com a abertura de mercados como Estados Unidos, China e Egito, devem continuar colaborando para o bom desempenho dos embarques no ano que vem. “Esses novos mercados dão potencial para que o Brasil expandir suas exportações e, vale ressaltar que pagam mais pela carne”, lembra Torres. 
      Cabral lamenta que o Marfrig não leve em conta esse tipo de análise nas negociações. "O clima está favorável, reforçamos que estão sobrando bois no campo e os abates continuam a todo vapor", pondera o líder sindical. "O grande problema é o monopólio do setor frigorífico, onde a intenção é explorar todo mundo, desde o produtor rural, que cuida dos bois, até o trabalhador da indústrias, que tem em suas costas a exigência e a pressão por produzir cada vez mais, sem ter o reconhecimento salarial e de seus direitos no momento da negociação", frisa o presidente.
      A retirada de direitos, na avaliação de Cabral, é reflexo de uma condução desastrosa para os trabalhadores em nível federal. "Vemos o governo Temer querer mexer em itens como a Previdência e as Leis Trabalhistas não para agregar algo de positivo, só para reforçar o caixa do próprio governo e fazer com que o trabalhador pague pela irresponsabilidade dos governos ao longo das últimas décadas", afirma o líder sindical. "Isso se reflete no comportamento da empresa, que acaba explorando o trabalhador porque o exemplo que vem de cima é esse", complementa Cabral. 


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Sindicatos e Marfrig tem segunda rodada de negociação neste dia 21 para tentar Acordo Coletivo de Trabalho

Expectativa de lideranças sindicais é por apresentação de proposta do Marfrig Group


      Representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região participam neste dia 21 em Porto Alegre do segundo encontro de negociação visando ao Acordo Coletivo de Trabalho com o Marfrig Group. A reunião acontece na Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins - Sul (CNTA-Sul), em Porto Alegre. Representam o sindicato de Bagé na rodada de negociações o presidente, Luiz Carlos Cabral, o vice-presidente Cláudio Gomes Gonçalves, além dos diretores Alceu Beroni de Oliveira e Nílson Barres Costa. 
      Também participam da reunião representantes sindicais de Alegrete, São Gabriel e Pelotas. No primeiro encontro, realizado dia 8 de fevereiro não apresentou nenhum avanço. Pelo contrário: os líderes sindicais surpreenderam-se com propostas como a retirada de conquistas históricas para a categoria como o transporte gratuito aos trabalhadores, os 30 minutos para troca de uniforme e marcação do ponto e a insalubridade, entre outros. 
      A data-base da categoria é 1º de fevereiro. Cabral espera que as negociações avancem no segundo encontro entre as partes. "Representamos cerca de 2.500 trabalhadores que são cobrados à exaustão para aumentar a produção e precisam ser valorizados", enfatiza o líder sindical. "Pelo que sabemos, no setor frigorífico não há crise, existem bois sobrando no campo e a indústria continua abatendo", reforça o presidente do STIA/Bagé. "Não posso acreditar que iremos enfrentar cinco horas de viagem a Porto Alegre, que os diretores da empresa venham de avião de São Paulo para não apresentarem nenhuma proposta aos trabalhadores", complementa Cabral.