sexta-feira, 23 de junho de 2017

STIA e Sindicato patronal tem primeira reunião de negociação de Acordo Coletivo para trabalhadores de padarias, engenhos, laticínios e pequenos frigoríficos no dia 27

 
 
 
   Na próxima terça-feira (27) acontece a primeira reunião de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé (STIA) e o sindicato patronal para discussão do Acordo Coletivo de Trabalho para o setor de padarias, engenhos, indústria de laticínios e pequenos frigoríficos. O primeiro encontro será no Centro Administrativo Peruzzo (como representante do setor empresarial) às 17h.
      A data-base da categoria é 1º de junho. O pedido é por um reajuste salarial que contemple a inflação do período mais 3% de aumento real, além de um Piso Salarial para a categotia no valor de R$ 1.500,00, entre outros. Os trabalhadores também querem a manutenção das demais cláusulas do acordo anterior.
      Vale destacar que os trabalhadores cujo piso normativo é vinculado ao Piso Mínimo Regional de Salários já tiveram um reajuste de 6,48% quando houve a aprovação pela Assembleia Legislativa do Piso Regional (retroativo a fevereiro). "Existe a expectativa por parte dos trabalhadores que não são abrangidos pelo piso da categoria que ainda não tiveram reajuste", destaca o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral. "Existe a cobrança por parte desses trabalhadores ao sindicato. Agora, vamos para a mesa de negociação e esperamos que a definição seja feita o quanto antes", complementa o líder sindical.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Representante sindical demitido no Pampeano Alimentos





      Na última quinta-feira (8 de junho), a direção do Sindicato foi surpreendida com a informação de que o trabalhador Paulo Roberto Maurente Sudbrack fora demitido da função que exercia na Pampeano Alimentos, do grupo Marfrig, de supervisor do setor elétrico da empresa, desempenhando a função nessa área há mais de 23 anos, fato atestado por um dos principais diretores do Pampeano.
      A surpresa maior é pelo fato de que o companheiro Paulo Roberto integra a direção do sindicato, o que causou revolta entre os seus companheiros de trabalho e da própria diretoria da entidade.
      A alegação do Marfrig é que o trabalhador estava faltando muito nos últimos dias. O problema é que Paulo Roberto tem sérios problemas na coluna (talvez pela sua própria atividade dentro da empresa) e esteve afastado do trabalho pelo menos por três vezes devido à gravidade da lesão. E mesmo assim, retornou às funções.
      O nosso questionamento é: se chega ao ponto de um representante sindical ser demitido, imagine o risco que correm os demais trabalhadores que encontram-se também afastados ou mesmo doentes (e que seguem trabalhando).
      Em 2015 tivemos a força-tarefa do Ministério Público do Trabalho constatou uma série de problemas que colocavam em risco a saúde do trabalhador. O fato foi amplamente divulgado e destacado até na imprensa nacional. Não seria bom para o Marfrig (Pampeano Alimentos) refletir a respeito dos resultados da força-tarefa ao invés de tomar medidas autoritárias e simplesmente deixar a esmo um trabalhador que, no mínimo, precisa de recuperação?
      O Sindicato já notificou a empresa discordando da atitude tomada pelo Pampeano Alimentos. E que no mínimo reconsidere a posição adotada de demissão do companheiro Paulo Roberto Maurente Sudbrack.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Trabalhadores reclamam de esgoto na área de embarque e desembarque do Marfrig Bagé




      A direção do Sindicato recebeu reclamações de trabalhadores do Marfrig Bagé que a área de embarque e desembarque dos mesmos estava com esgoto correndo a céu aberto.
A diretoria foi ao local conferir a situação e constatou que realmente a reclamação dos trabalhadores é procedente. Conversamos com representante da empresa, que se comprometeu a regularizar a situação o mais breve possível. O pior é que o esgoto corria em direção à frente da empresa.
       Lamentamos que os trabalhadores tenham que reclamar de uma situação como esta, tendo em vista que o Marfrig conta com um setor de meio ambiente, que em tese seria responsável para que situações como essa não aconteçam - ou que, se acontecerem, sejam resolvidas o mais rápido possível para que os trabalhadores não levem contaminação para suas residências ou mesmo para dentro da empresa.

domingo, 14 de maio de 2017

Feliz Dia das Mães

      Este ano fizemos diferente. 
      Ao invés de uma, duas mensagens pelo Dia das Mães. 
      Parabéns a todas as trabalhadoras, que muitas vezes cumprem jornada dupla ou tripla, como estudantes e também em casa.


Rotulagem é campeã do Torneio promovido pelo STIA em homenagem aos trabalhadores













      Doze equipes participaram neste dia 13 do Torneio de Futsal em homenagem ao Dia do Trabalhador. A realização foi do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região. O objetivo foi marcar o Dia do Trabalhador por meio de uma competição que promovesse a integração entre os empregados do setor, dentro da confraternização esportiva.
      Ao final da disputa, a equipe da Rotulagem (Pampeano Alimentos) sagrou-se campeã ao vencer a Limpeza, também do Pampeano Alimentos, na final. O terceiro lugar ficou com o Tendal (1º turno), também do Pampeano. 
      Nas premiações por destaque, o Tendal 1º Turno faturou o troféu Disciplina. O goleiro menos vazado foi William, também do Tendal 1º Turno. O goleador do torneio foi Bibi, da Rotulagem. 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Sindicatos e Marfrig chegam a acordo para reajuste linear de 6,48% e manutenção de cláusulas consideradas conquistas históricas




Depois de três meses de espera e após uma reunião com quase cinco horas de duração, representantes dos sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Bagé, Alegrete, Pelotas e São Gabriel e o do Marfrig chegaram à definição do Acordo Coletivo de Trabalho para 2017. Haverá um reajuste linear (para todos os trabalhadores) de 6,48%. Isso significa o mesmo percentual de reajuste do Piso Mínimo Regional de salários no Rio Grande do Sul e um aumento real de 1,05% em relação à inflação do período (que entre fevereiro de 2016 a janeiro de 2017 foi de 5,43%).  O Visa-vale para os trabalhadores do Marfrig ficou definido em R$ 208,00 (era R$ 195,00), o que significa também um aumento real – o percentual de reajuste é de 6,67%.
O grande avanço, contudo, é a manutenção das demais cláusulas do acordo coletivo anterior. As exigências do Marfrig eram a redução de itens considerados conquista histórica dos trabalhadores. Com isso os trabalhadores continuarão a receber as horas-extras pagas em 100% (o Marfrig queria a redução para 50%), os 30 minutos para troca de uniforme (a empresa queria reduzir para 15 minutos), o pagamento da insalubridade, o transporte gratuito (que a indústria queria cobrar do trabalhador) e o adicional noturno na íntegra, entre outros. 
“Graças à união dos trabalhadores, que estiveram conosco em todos os momentos, é  que o sindicato teve força para conseguir barrar a vontade da empresa em retirar essas cláusulas históricas do acordo, algumas com quase duas décadas em vigência”, ressalta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral. “Podemos dizer que na atual conjuntura econômica do país fizemos um bom acordo. Tivemos aumento real em um período onde a classe trabalhadora passa pela ameaça de retirada de direitos, enquanto outros trabalhadores de diferentes setores da economia, infelizmente, não conseguiram acordos parecidos”, reforça Cabral.
O presidente enfatiza a importância da persistência do sindicato, já que os trabalhadores do Pampeano Alimentos terão o mesmo reajuste e a manutenção de suas cláusulas, assim como os empregados do Marfrig/Bagé. “Os trabalhadores nas indústrias de alimentação são sacrificados, em muitos casos trabalham mais de 12 horas por dia em ambientes perigosos e insalubres”, avalia. O líder sindical pondera que a situação das mulheres no ambiente da planta frigorífica é ainda pior. “Elas sofrem discriminação nos salários e a atividade delas requer uma resistência física muito grande para ficar de pé à beira de uma mesa durante várias horas por dia. Elas também são profissionais de faca e ganham menos que os faqueiros, principalmente na desossa”, pondera Cabral. 
O presidente destaca que as diferenças salariais retroativas aos meses de fevereiro, março e abril (já que a data-base da categoria é 1º de fevereiro) serão pagas na folha de maio.


Assembleia define pauta de reivindicações da campanha salarial 2017 para trabalhadores de padarias, engenhos, laticínios, pequenos frigoríficos e outros



Em assembleia realizada no último dia 6, trabalhadores de padarias, engenhos, indústrias de laticínios, pequenos frigoríficos e outros aprovaram a pauta de reivindicações apresentada pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região para a campanha salarial 2017. A data-base da categoria é 1º de junho. O pedido é por um reajuste salarial que contemple a inflação do período mais 3% de aumento real, além de um Piso Salarial para a categotia no valor de R$ 1.500,00, entre outros. Os trabalhadores também querem a manutenção das demais cláusulas do acordo anterior.
“Agora vamos encaminhar a pauta para o sindicato patronal e aguardar a definição de uma data para o nosso primeiro encontro de negociação”, frisa o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral.