segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Departamento Jurídico do Sindicato explica situação de processo referente a créditos da Comercial de Alimentos Piratini











fotos: Zilmar Gazzo

      A diretoria e departamento jurídico do Sindicato realizaram uma reunião para informar a situação do processo na Justiça referente aos créditos trabalhistas da Comercial de Alimentos Piratini, reunindo os trabalhadores.
      Na oportunidade, o advogado Álvaro Meira repassou as informações sobre a ação referente aos créditos trabalhistas. O Sindicato segue com a mobilização para obter rapidez junto ao Poder Judiciário visando ao pagamento dos valores aos empregados.

Sindicatos se reúnem com presidente da CNTA para avaliar ações e planejar 2015




      Uma reunião realizada em Porto Alegre na sala de apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação e Afins (CNTA)/Sul serviu para discutir pontos de interesse da categoria para o final de 2014 e ações para 2015.  Na oportunidade esteve presente o presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, além do coordenada da sala de apoio, Darci Pires da Rocha. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral, esteve presente ao encontro, juntamente com o vice-presidente, Cláudio Gomes Gonçalves, e o diretor Alceu Beroni Marques de Oliveira. 
      Também estiveram presentes representantes dos sindicatos de Alegrete, São Gabriel, Estrela, Camaquã, Panificação de Porto Alegre, Pelotas, Don Pedrito e Passo fundo.
      Um dos principais temas do debate foi a aplicação da Norma Regulamentadora 36, que trata sobre a prevenção e a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais no ambiente de trabalho. Uma força-tarefa com a participação da CNTA, do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho irá atuar a partir de 2015 nas empresas frigoríficas que lidam com bovinos. Os sindicatos irão auxiliar na aplicação da NR 36
      No encontro houve ainda o debate sobre a situação dos trabalhadores na alimentação em diferentes municípios, a conjuntura atual, a avaliação da campanha salarial 2014/2015 e o Torneio Integração para o ano que vem. São Gabriel será a sede do evento, que será realizado em março de 2015, com possibilidade de inclusão de duas novas modalidades: truco e tênis de mesa. O Torneio Integração envolve os trabalhadores do setor em competições esportivas e recreativas e é disputado todos os anos, em diferentes sedes. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Atendimento precário a trabalhadores por parte de órgãos governamentais preocupa STIA/Bagé

         A ausência de fiscais do Ministério do Trabalho em Bagé, as dificuldades para encaminhamento do seguro-desemprego causa preocupação ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA). De acordo com o presidente da entidade, Luiz Carlos Cabral, o problema é constatado pelos trabalhadores que, muitas vezes, não sabem a quem recorrer. “No Ministério do Trabalho o problema é antigo, parecia resolvido, mas agora um dos auditores foi embora. O que fica aqui é sobrecarregado e isso prejudica a fiscalização das denúncias, principalmente em casos de acidente de trabalho”, ressalta Cabral.
              Em setembro de 2008 o Sindicato tornou público nos meios de comunicação de Bagé e região o descontentamento com a falta de auditores fiscais do Ministério do Trabalho na região de abrangência da Subdelegacia regional – composta por sete municípios. Após anos de mobilização de várias categorias de trabalhadores, o problema começou a ser amenizado. Com o envio de ofícios até ao então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em 2012 Bagé passou a contar com o serviço de três auditores fiscais – ao invés de apenas um, como era anteriormente. “Lamentavelmente, entra governo e sai governo e o problema continua, parece que não há intenção de resolver essa situação”, assinala o presidente.
            Outro problema detectado pelos trabalhadores e encaminhado ao STIA é em relação ao encaminhamento do Seguro-Desemprego. Muitos trabalhadores não conseguem realizar os procedimentos devido às constantes quedas no sistema. E a falta de estrutura resulta até na falta de servidores para realizar os procedimentos em Bagé, sendo necessário o deslocamento a outros municípios. “O Sine tem constantes dificuldades com o sistema e o Ministério do Trabalho não tem funcionário para dar baixa nos pedidos, assim é difícil. O trabalhador não tem culpa das instituições estarem mal equipadas e mal administradas”, reforça Cabral. 

Depois de 25 anos STIA ajuíza dissídio coletivo para setor de padarias, engenhos, laticínios e pequenos frigoríficos


      Desde o ano de 1989 o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA) não necessitava ajuizar o dissídio coletivo para os empregados de padarias, engenhos, indústria de laticínios e pequenos frigoríficos junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª região, em Porto Alegre. As dificuldades para um acordo com o sindicato patronal após vários encontros de negociação levaram à medida. Como a data-base é 1º de junho, o STIA tomou a medida para garantir a manutenção das principais cláusulas de interesse da categoria.
      A partir de agora, o compasso é de espera. Isso porque a documentação que será encaminhada ao TRT deverá dispor sobre o reajuste salarial e a pauta de reivindicações retirada em assembleia, no mês de abril. O presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, enfatiza que itens como a desvinculação do piso normativo ao piso mínimo regional de salários, banco de horas e a flexibilização e/ou compensação do trabalho em domingos e feriados não são aceitos pela entidade ligada aos trabalhadores. “Há um interesse muito mais particular do que coletivo nessas situações, onde as empresas de médio e pequeno porte podem sofrer as consequências, pois nunca se sabe qual será a decisão do Judiciário”, salienta Cabral.
      O presidente cita como exemplo a discussão sobre a flexibilização a respeito do trabalho em domingos e feriados. O ajuizamento do dissídio coletivo, de acordo com o líder sindical, deve-se à intransigência das empresas. “Temos categorias profissionais no estado que obtiveram de 4% a 5% de aumento real, enquanto aqui em Bagé parece que o mundo vai acabar”, ironiza Cabral.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

STIA vai encaminhar ajuizamento de dissídio de setor de padarias, engenhos, laticínios e pequenos frigoríficos no TRT

      A falta de avanço nas negociações com o sindicato patronal visando ao acordo coletivo de trabalho para o setor de padarias, engenhos, laticínios e pequenos frigoríficos deve resultar no ingresso do ajuizamento junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 4º região, em Porto Alegre, para dissídio coletivo da categoria. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé está encaminhando ao Departamento Jurídico a documentação necessária para o ajuizamento. A data-base das categorias envolvidas é 1º de junho. Embora tenham ocorrido quatro encontros de negociação, os principais itens não apresentaram evolução na proposta do sindicato patronal. 
      As indústrias da alimentação propuseram um reajuste de 9% e um piso normativo no valor de R$ 940,00 - desde que seja aceita a desvinculação do piso normativo ao piso mínimo regional de salários, além da inclusão do banco de horas e a flexibilização e/ou compensação do trabalho em domingos e feriados, o que é rechaçado pelos trabalhadores. Pelo entendimento do STIA, isso significaria o fim do pagamento de horas-extras aos empregados.
      O STIA aceita a proposta de reajuste geral de 9%¨e um piso normativo de R$ 940,00, mas exige que o piso normativo não seja nunca inferior ao Piso Mínimo Regional. Outra reivindicação da categoria que a classe patronal rejeita é quanto ao pagamento de salário profissional nos engenhos de arroz, no valor de dois pisos normativos, para as funções de secadorista, mecânico, soldador, eletricista, balanceiros, molineiro, laboratoristas, foguistas e caldeirista. “Queremos a inclusão dos pisos profissionais como forma de normatizar os salários nos engenhos, a exemplo do que acontece nas padarias e nos frigoríficos", destaca o vice-presidente do STIA/Bagé, Cláudio Gomes Gonçalves. 
      Apesar das dificuldades, Gonçalves não descarta a possibilidade de um acordo ainda ocorrer. “As negociações não tiveram avanço e por isso estamos realizando os procedimentos legais para o ajuizamento do dissídio coletivo, embora mantenhamos a posição de estarmos abertos ao diálogo", explica o vice-presidente.     
      Não há previsão de um novo encontro para tratar sobre o acordo coletivo com o sindicato patronal. O ajuizamento no TRT deverá ser realizado na próxima semana. 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Demora no acordo coletivo para setor de padarias, engenhos, laticínios e pequenos frigoríficos preocupa STIA/Bagé

Dirigentes dos dois sindicatos não chegaram a acordo e decisão pode parar no TRT em Porto Alegre
      A negociação do acordo coletivo de trabalho 2014/2015 para os setores de padarias, engenhos de arroz, laticínios, pequenos frigoríficos e outros segue sem avanços significativos. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e o Sindicato das Indústrias na Alimentação não chegaram ao acordo até o momento, após a realização de três encontros. A data-base dos trabalhadores é 1º de junho.
      A proposta do STIA é de um reajuste geral de 10%, um piso normativo de R$ 940,00 e a manutenção do piso normativo ao Piso Mínimo Regional (nunca inferior a este). Outra reivindicação da categoria é quanto ao pagamento de salário profissional nos engenhos de arroz, no valor de dois pisos normativos, para as funções de secadorista, mecânico, soldador, eletricista, balanceiros, molineiro, laboratoristas, foguistas e Caldeirista.
      Já o sindicato patronal apresentou como propostas um reajuste geral de 8% e o piso normativo de R$ 940,00. Entretanto, a proposta está condicionada à desvinculação do Piso Normativo do Piso Regional - o que o Sindicato rechaça. Também propõe o não-pagamento das horas extras com 100% nos domingos, feriados e dias compensados e a inclusão do banco de horas.
      O vice-presidente do STIA/Bagé, Cláudio Gomes Gonçalves, reforça que a cada negociação dos dissídios os trabalhadores procuram avançar, aprimorar e adequar as conquistas já existentes enquanto que a proposta patronal apresenta retrocessos. "A classe patronal tem seus produtos reajustados quase que diariamente, enquanto os trabalhadores esperam um ano para ter um reajuste no seu produto que é a força do seu trabalho", pondera Gonçalves.
      Os representantes dos trabalhadores, entretanto, não descartam a possibilidade de ajuizar o dissídio coletivo junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre. Apesar disso, a diretoria do STIA afirma que continua aberto ao diálogo nas negociações.