quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Negociações entre STIA e Marfrig relativas ao dissídio da categoria devem iniciar ainda em fevereiro



      As negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e o Marfrig Group para os dissídios referentes ao Pampeano Alimentos (Hulha Negra) e Marfrig/Bagé devem iniciar em breve. A data base da categoria é 1º de fevereiro.
      De acordo com o presidente em exercício do STIA/Bagé, Cláudio Gomes Gonçalves, a previsão é de que o primeiro encontro entre as partes ocorra a partir da segunda quinzena deste mês, com local e data a serem  confirmados. As negociações envolvem os sindicatos de Bagé, Alegrete e São Gabriel.
      A pauta de reivindicações foi retirada em assembleias realizadas em Bagé e Hulha Negra no final de 2015. Os trabalhadores aprovaram por unanimidade diversos itens, entre eles estão um reajuste salarial de 16% e um piso salarial de R$ 1.300,00.

Pesquisa sobre saúde do trabalhador de engenhos busca levantar diagnóstico sobre situação do setor em Bagé e região


      A partir do dia 15 de fevereiro, trabalhadores de engenhos de arroz da região de Bagé vão ter a oportunidade de participar de uma pesquisa para saber das condições de trabalho no local onde atuam. O trabalho é uma realização da Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins – Sul (CNTA-Sul) com sindicatos de trabalhadores nas indústrias de Alimentação - Bagé entre eles. Trata-se do Diagnóstico sobre Condições de Trabalho nos Engenhos de Arroz (DIGA).
      Em encontros anteriores, representantes de diferentes sindicatos debateram as alterações e adequações sobre o questionário que será aplicado. O setor de arroz foi escolhido por apresentar o maior número de acidentes com mortes em relação aos outros segmentos da alimentação. Além disso, problemas como lesões por esforço repetitivo e surdez são comuns em trabalhadores de engenhos. O DIGA visa levantar um diagnóstico sobre as causas dos problemas e as ações preventivas que devem ser adotadas para diminuir o número de trabalhadores doentes ou afastados.
      "Nos ambientes laborais, o trabalhador é submetido a carregar peso de maneira excessiva, da mesma forma que o ambiente no local de trabalho é precário para a respiração", destaca o professor e sociólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Paulo Albuquerque, responsável pela coordenação do trabalho.
      Albuquerque já realizou duas pesquisas para levantamento da situação de saúde de trabalhadores no setor frigorífico – os projetos Atenção às Lesões por Esforço Repetitivo dos Trabalhadores da Alimentação (ALERTA) e Tecendo Estratégias Integradas de Ações em Saúde (TEIAS). A pesquisa já foi aplicada nas regiões dos sindicatos de alimentação de Pelotas, Camaquã, Alegrete e São Gabriel. Depois de Bagé, a última etapa da pesquisa será em Dom Pedrito entre os dias 29 de fevereiro e 4 de março.
      Para o presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé (STIA), Cláudio Gomes Gonçalves, a pesquisa trará informações importantes para a formação de políticas públicas que tragam segurança e melhorias para a saúde dos trabalhadores em engenhos. Fator semelhante ocorreu com o projeto TEIAS, que embasou a formação da Norma Regulamentadora 36 - que trata sobre o trabalho em frigoríficos. "Depois da aplicação da pesquisa iremos realizar uma audiência pública para apresentar os dados à comunidade regional", explica Gonçalves.  Antes disso, entretanto, irão ocorrer dois seminários para apresentação dos dados aos sindicatos participantes: um em Pelotas, outro em São Gabriel, sem data marcada.        
      A audiência pública em Bagé também não tem data definida. A intenção é entrevistar cerca de 1.000 trabalhadores de engenhos entre os cinco municípios. A ideia é realizar as entrevistas diretamente na casa do trabalhador. O funcionário do STIA/Bagé Élisson Correa Soares e o diretor Danilo Eduardo Gonçalves Lima irão auxiliar na aplicação dos questionários. Ambos passaram por formação em Porto Alegre para realizar o trabalho.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Diretores do STIA/Bagé participam de Seminário de Planejamento da Campanha Salarial 2016 para trabalhadores da alimentação

       Em uma promoção da Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins - Sul (CNTA-Sul) e de nove sindicatos de trabalhadores nas indústrias de Alimentação, será realizado neste dia 22 de janeiro em Estrela o Seminário de Planejamento da Campanha Salarial 2016 para o setor da alimentação. Quatro diretores do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA/Bagé) estarão presentes: o presidente em exercício, Cláudio Gomes Gonçalves, e os diretores Salvador Damasceno Poschi, Moisés Navarrina Gomes e Marcos Marcelo Barbosa Vivian.
      Os debates acontecem na antiga sede do Clube dos Dirigentes Lojistas de Estrela. A abertura terá como tema um debate sobre a atual conjuntura política, a cargo do presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul), Guiomar Vidor. Na seqüência será abordada a análise da atual conjuntura econômica, tendo como debatedor o representante do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), Ricardo Franzoi. Na parte da tarde serão realizados os encaminhamentos para a campanha salarial 2016.

MPT prossegue na avaliação das adequações do frigorífico Pampeano

      O Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul, localizado em Pelotas, informa que o frigorífico Pampeano, do Grupo Marfrig, com sede em Hulha Negra, ainda está emitindo documentação sobre adequações referentes a 26 dos 45 pontos indicados em notificação recomendatória após inspeção feita no final do mês de novembro.
      Essas 26 adequações foram exigidas pelo MPT com prazo máximo de 48 horas para serem cumpridas. Após a constatação, em inspeção feita em dezembro, de que a empresa não tinha cumprido com todas as exigências, o Marfrig solicitou pedido de dilação desse prazo ao ministério.
      O procurador do Trabalho, Alexandre Ragagnin, informa que, no dia 15 de dezembro, o frigorífico apresentou esse pedido de prorrogação do prazo. “A documentação entregue até o momento sobre essas exigências de 48 horas ainda não foi analisada
de forma completa”, informa Ragagnin.
      O procurador também destaca que a documentação sobre as outras situações que a empresa deveria adequar e que abrange 15 pontos não foi enviada até o fechamento desta edição para o MPT. Ela trata sobre questões relacionadas à preservação da saúde dos trabalhadores, como adequar os sistemas de parada de emergência das esteiras de modo que esteja acessível a todos os trabalhadores e a adequação de rampa e pisos escorregadios, para evitar quedas, entre outros itens, e cujo prazo de um mês encerrou no último dia 15. “Não há ideia de penalizá-los por esse atraso. Iremos esperar até findar o prazo das exigências de 60 dias, em 15 de fevereiro, para analisarmos, como um todo, a decisão sobre esse caso. Assim, ficará melhor do que analisar a documentação entregue pelo frigorífico por etapas”, comenta Ragagnin.



Fonte: Jornal Folha do Sul Gaúcho - edição de 20 e 21 de janeiro de 2016

domingo, 20 de dezembro de 2015

Trabalhadores do Marfrig/Bagé aprovam pautas da campanha salarial 2016






















      Na tarde deste dia 19 dezenas de trabalhadores do frigorífico Marfrig/Bagé participaram da segunda assembleia da campanha salarial 2016, realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região (STIA/Bagé), realizada no ginásio de esportes da entidade. Na oportunidade foram apresentadas para discussão as 46 cláusulas pré-existentes para o Acordo Coletivo de Trabalho e colocadas outras 38 cláusulas novas para apreciação. Os trabalhadores aprovaram a proposta do STIA/Bagé por unanimidade.
      Entre os itens da pauta estão um reajuste salarial de 16% e um piso salarial de R$ 1.300,00. Também integram os pedidos das cláusulas pré-existentes o reajuste do cartão alimentação (de R$ 161,00 para R$ 250,00 ou que seja fornecida uma cesta de alimentos semelhante ao que existe no Pampeano Alimentos, em Hulha Negra), que o trabalho em domingos, feriados e dias compensados, hoje pagos com 100% sobre a hora normal sejam pagos com 150%¨, que o auxílio creche passe a ser estendido até os 36 meses da criança (hoje é de 24 meses, com um valor de 20% sobre o Salário Normativo), o auxílio escolar de até 50 do Salário Normativo, a extensão da estabilidade pré-aposentadoria (que hoje é de 12 meses antecedentes à aposentadoria, garantindo estabilidade ao trabalhador) para 24 meses, entre outros pedidos.
      Nas cláusulas novas aprovadas pelos trabalhadores para que o STIA/Bagé negocie com a empresa constam: Piso Salarial dos Profissionais de 70% sobre o Piso Salarial da Categoria (PSC), pagamento de cinco dias como horas extras nos meses com 31 dias, redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas semanais. jornada de trabalho de segunda a sexta-feira (já que os novos trabalhadores são contratados para atuar no frigorífico de segunda a sábado). 
      Três itens chamam atenção nos pedidos, tendo em vista a fiscalização do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Previdência Social, com apoio do STIA/Bagé e sindicatos parceiros, com a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), que realizaram uma força-tarefa no Marfrig Bagé em 2015. Um deles é o planejamento e adaptação dos mobiliários da indústria, outro é que o portador de doença profissional tenha assegurada a garantia no emprego por dois anos e outra é a realização de ginástica laboral no horário de início e término das atividades, pelo período mínimo de 15 minutos. 
      Durante a assembleia, o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, explicou aos trabalhadores vários itens da pauta de reivindicações. O líder sindical explanou sobre conquistas importantes obtidas pelos trabalhadores nos últimos anos e que estão em vigor por força de acordo coletivo, embora não previstos na legislação. Destacou ainda a importância da mobilização dos trabalhadores e a participação nas assembleias. "Nada do que conquistamos é de graça, vem da luta de vocês que estão aqui e trazem suas reivindicações para o Sindicato, que vai para a mesa de negociação buscar o que for melhor para a categoria", enfatiza Cabral. 
      Em breve a pauta reivindicatória será encaminhada oficialmente à empresa para que seja agendada uma data com a direção do Marfrig visando á primeira reunião de negociação entre as partes.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

MPT acompanha regularização do frigorífico Pampeano em Hulha Negra

Perícia técnica apontou descumprimento de notificação apresentada à empresa em 27 de novembro

     O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pelotas realizou na última quinta-feira (10) inspeção técnica na Pampeano Alimentos, de Hulha Negra, pertencente ao grupo Marfrig. O objetivo foi verificar o cumprimento da notificação recomendatória entregue pelo MPT em operação da força-tarefa dos frigoríficos gaúchos em 27 de novembro. A empresa tinha 45 pontos a corrigir, 26 deles em caráter emergencial, nos prazos de 48 horas.
     A inspeção apontou irregularidades persistentes na parte de proteção de máquinas e proteção de câmaras frigoríficas. O relatório, do engenheiro de segurança do trabalho Rodrigo Teixeira de Souza Brito (lotado em Pelotas), instrui inquérito civil instaurado em 2011 contra o frigorífico. O cumprimento das adequações deverá ser provado em relatórios mensais entregues ao MPT, que se reunirá com administradores do frigorífico para negociar um termo de ajuste de conduta complementar, previsto para 6 de abril do próximo ano.
     A empresa possui instalações em sete municípios gaúchos: Alegrete, Bagé, Hulha Negra e São Gabriel (ativos), mais dois em Pelotas e um em Mato Leitão (inativos). A fábrica de conservas em Hulha Negra tem 1.283 empregados, 743 homens e 540 mulheres, nenhum estrangeiro. A planta recebe, diariamente, 200 toneladas de matéria-prima, basicamente carne bovina. A empresa protocolizou pedido de extensão dos prazos, que será analisado pelo MPT.

Texto e fotos: Asessoria de Comunicação Social - MPT - RS