quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Em primeiro encontro com Marfrig, empresa propõe retirada de conquistas dos trabalhadores

Primeiro encontro entre sindicatos e Marfrig decepcionou lideranças ligadas aos trabalhadores

                A primeira reunião de negociação entre representantes dos sindicatos de trabalhadores nas indústrias de alimentação de Alegrete, Bagé e São Gabriel com representantes do Marfrig Group, com objetivo de discutir as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho para 2017 terminou de forma surpreendente. E negativa para os trabalhadores. No encontro, realizado no último dia 8 na Sala de Apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins – Sul (CNTA-Sul), em Porto Alegre, os representantes do frigorífico alegaram problemas econômicos e a crise financeira para tentar retirar conquistas históricas da categoria. Entre elas o transporte gratuito aos trabalhadores, os 30 minutos para troca de uniforme e marcação do ponto e a insalubridade, entre outros.
                “Não houve nenhum avanço. A proposta deles (Marfrig) é tirar nossas conquistas, na mesma linha do presidente Temer e do Congresso Nacional, que agora deseja retirar direitos históricos do trabalhador. São só péssimas notícias”, ressalta o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral. “As empresas tem incentivos do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento Econômico) e do Agregar/RS, do governo do Estado, e não pensam na contrapartida da empresa que seria a valorização do trabalhador”, manifesta o líder sindical.
                O Marfrig ficou de encaminhar em sete dias uma proposta mais concreta sobre a pauta de reivindicações encaminhada pelos sindicatos sobre a campanha salarial 2017. “Sequer levaram em conta as propostas que enviamos para eles no final de dezembro tirada em aasembleia pelos trabalhadores”, frisa Cabral.
Caso não haja uma proposta que contemple os trabalhadores, não está descartada a convocação de uma assembleia na porta das fábricas industriais tanto em Bagé quanto em Hulha Negra. “Se nos apresentarem algo que tente retirar os direitos dos trabalhadores, serão eles que vão decidir sobre isso, eles é que poderão ver se querem ou não abrir mão, não vai ficar apenas na mão do sindicato”, alerta o presidente do STIA/Bagé.

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